Entrevistas


01 Dez 2018

"As pessoas que imitam minhas joias se colocam em um plano de inferioridade", diz Carlos Rodeiro

2018 foi um ano especial na carreira de Carlos Rodeiro, que durante 8 meses realizou um desfile diário no horário nobre da TV Globo, onde suas joias ilustraram os figurinos de grandes atores e atrizes na novela Segundo Sol. A Coleção Gantois, que traz brincos, colares, pulseiras - dentre outros, repletas de símbolos de proteção, criada por ele, fez sucesso no mundo inteiro, chegando até Madonna, a maior popstar do mundo. Ela elegeu suas joias para usar na comemoração dos seus 60 anos, o que fez com que todos veículos de comunicação falassem dele. “Levei o nome da Bahia e do Brasil para o mundo. Fiquei muito feliz com isso”, diz ele. 

Em meio a uma agenda profissional atribulada, Carlos Rodeiro também está envolvido com a produção de um livro de arte que vai retratar as imagens das joias das suas coleções sacras, que terá o apoio do Governo da Bahia e da Prefeitura de Salvador. A publicação vai contar com as fotos das joias das Coleções Folhas do Gantois e Búzios, feitas em homenagem ao Terreiro do Gantois e, depois do lançamento, vai chegar a diversos países. 

Sobre as imitações que existem diante do seu trabalho, Carlos Rodeiro diz que é uma situação chata e que ele trabalha para combater. “Quem imita, não tem criatividade. Essa coleção é tão minha que as pessoas quando olham, já sabem. É uma identidade minha, é própria”, afirma. Não por acaso, ele faz sucesso no mundo todo, e suas joias são admiradas e usadas por gente como Elton John, Adriana Lima, Beyoncé, Stephanie de Mônaco, dentre tantos outros nomes.
 
“Essa é uma coleção democrática e tem peças que custam a partir de R$300. Então, não tem porque querer usar uma cópia. Até porque as pessoas que imitam se colocam em um plano de inferioridade, pela falta de capacidade de criar uma coisa sua para atrair seu cliente. E para quem consome fica feio, pois é o mesmo que usar uma bolsa falsa ou um Rolex falso”, diz. Além disso, judicialmente, muitas medidas são tomadas, pois as peças são patenteadas. “Jamais iria expor minhas joias na Rede Globo se elas não estivessem patentes. Então, na justiça atuamos em silêncio e os imitadores terão suas surpresas”, finaliza.

Foto: Reprodução. Siga o insta @sitealoalobahia 

26 Nov 2018

Show de humor de Whindersson Nunes será exibido pela Netflix. Vem saber!

Whindersson  Nunes vai desembarcar em Fortaleza, no Ceará, no dia 15 de dezembro para uma apresentação inédita do seu show de humor, que deve reunir cerca de 20 mil pessoas.  A apresentação contará com um palco 360º e será gravado pela Netflix, fazendo parte do catálogo da plataforma de streaming junto de uma série documental que vai acompanhar a turnê do humorista pelo mundo em 2019. Confira entrevista concedida à Revista Quem. 


Você já vendeu mais de 10 mil ingressos para o seu show em Fortaleza, que será gravado pela Netflix. Como tem lidado com esse tamanho do seu sucesso?

Sei que são fases, então dou o melhor que tenho. O melhor show, a melhor disposição, a melhor simpatia, porque a tendência de tudo é “pronto já deu, agora vamos ver outra pessoa que tenha mais graça”, daí vou ficando mais velho e me aquietando. Mas espero que o público que conquistei continue indo nos meus show, porque o palco é uma coisa que eu gosto, ver no palco o que eu criei é muito bom.

É muito diferente fazer um show para uma plateia tão grande?

Não tem diferença. Claro que no show grande o tempo da risada é diferente, mas é a mesma coisa fazer para dez pessoas ou dez mil. Se bem que com pouca gente fico nervoso porque você faz graça para pessoas específicas. Se tem cinco sem achar graça você vê a cara deles, agora com cinco mil, quem não acha graça é contagiado.

Os shows vieram depois do sucesso no YouTube?

O primeiro show eu tinha 100 mil inscritos. Mas tive vários shows com pouco público, em Vinhedo (interior de São Paulo) deu 78 pessoas. Eu era sem graça mesmo, não sabia como fazer, mas quando você vai fazendo, melhora. Foi junto com o crescimento do canal, já comecei com meu próprio público.

Você prefere fazer humor no vídeo ou no palco?

Depende. Tem muita coisa que é engraçada na edição. Tem coisas que faço no palco, ninguém ri, e no vídeo funciona. Tem gente que ao vivo é diferente porque tem o corte, e em casa você fica sozinho, mais a vontade.

No filme Parças você faz humor com personagem, em uma ficção. Com foi?

Aprendi muito. Pelo tamanho da gente as pessoas pensam que sabemos tudo, mas a gente está aprendendo… Ficando de costas para a câmera, recebendo esporro, daí vai pegando com o tempo. O Tom Cavalcante me ensina muita coisa, depois do Parças 2(que eles acabam de filmar) ficamos ainda mais amigos. É diferente alguém escrever pra você, eu estava acostumado a fazer as minhas coisas, aí tenho que adaptar a minha linguagem, o jeito que falo. É bom ter palco, internet, TV e cinema, você vira um cara multiplataforma.

Seu show estará na Netflix. Seu humor é muito brasileiro, como acha que pessoas de outros países vão te receber?

A gente tem que acostumar eles. Temos muito isso de consumir o que mandam pra cá, e gostamos porque está todo mundo falando. Então eles também tem que ver as nossas coisas.

Você tem viajado o Brasil inteiro. Como tem sido recebido?

Por eu ser humorista tem mais a coisa de amigo. Tem que acostumar, porque às vezes é a única oportunidade da pessoa de estar ali, então ela vai ser educada? (risos) Chega e pega mesmo!

Você vê graça nas coisas que assiste?

Acho tudo engraçado. Vídeo de Whatsapp eu me acabo. Sou muito aleatório. Assisto um show antigo, de alguém que ninguém mais vê, vejo meio episódio de uma série, vejo vídeos no youtube, vejo drama, documentário, porque às vezes o humor está nas coisas sérias. Eu conto piada e acho graça, e rio junto com as pessoas. Você vai pegando coisas engraçadas em personagens até de filme de terror, como corre, como grita. As dancinhas que faço nos vídeos eu tirei de um DVD de Forró, dos dançarinos que fazem aquilo achando a coisa mais linda do mundo, se achando, e eu acho engraçado e não tem nada a ver. Então é bom assistir não só humor, mas tudo.

Como manter o pé no chão com tanto sucesso? Dá para manter uma vida normal?

Sou um ser humano, o luxo é uma coisa que todo mundo almeja. Entre viajar lá no fundo do avião e lá na frente, qual você quer? Todo mundo quer ir na frente, então se eu posso, vou lá. Então não vou deixar de comprar avião porque pode ser que não dê certo. Se não der certo eu vendo, volto para o ônibus, mas vou poder dizer “quando eu tive um jato eu voei, foi bom”. Eu entro (no jatinho) e fico “caralho, é meu”, igual todo mundo faria. Tiro foto, mostro. E as vans nunca vão acabar, estão aí para usar se precisar.

Algum dia você imaginou que teria um jatinho?

Não imaginei nem que chegaria ao 20 anos (risos). Só andava com gente errada na minha vida, meu amigos estão presos, ou aleijados, caíram de moto… Vai saber o que iria acontecer comigo, então não imaginei não.

Você tem 25 milhões de seguidores no Instagram, que acompanham sua vida. Consegue manter sua privacidade?

Consigo porque posto no Instagram o que quero. Se não estou afim, são cinco dias sem postar, sem stories, sem nada. Não tenho obrigação de postar. Meu canal sempre foi assim, não acostumei meu público com dia certo e horário. O dia que for para ter, tem. E se não tem é porque não está tendo nem pra mim, nem pra você, nem pra ninguém.

E os haters? Você tem uma relação saudável com as críticas?

Você tem que entender o lado das pessoas. Você vê um cara conseguindo as coisas, deve ser ruim para alguém que está ali tentando e não dá certo. Ele vai lá e (escreve) “sem graça”, “lixo”, mas tem muita gente que gosta, então na maioria das vezes não estou nem aí, mas às vezes eu dou uma pancadinha só para dormir bem.

Alguns influencers têm sido questionados sobre postagens antigas...

Antigamente eu pensava “estou indo tão bem, será que alguma coisa ruim vai acontecer?”. Depois fui me libertando, estou casado, tenho meus cachorros, minha família está feliz, já está bom, não tenho com o que me preocupar. Se minha vida mudar, volto para casa, faço tudo de novo, começo do zero. Todo mundo tem chance, tem oportunidade, tem gente que passa dez anos preso, sai e vira advogado, porque eu não me libertaria desse pensamento de ter medo de acharem alguma besteira que falei, e eu falei mesmo, o pensamento que eu tinha, quando eu tinha 15 anos, não tem nada a ver com o que sou hoje. Acho até engraçado ver como eu era imbecil, um cara que só pensava besteira, só falava besteira, um adolescente querendo ser engraçado, ser polêmico, então me confortei e entendi que aquele Whindersson não tem nada a ver.

Você tem uma comunicação muito direta com seu público, acha importante se desculpar quando alguma coisa dá errado?

Comediante tem muito isso de não querer pedir desculpa por uma piada, mas se ofendeu de verdade, falou uma besteira gratuita, tem que pedir desculpa. Tive a história das libras, eu estava no programa do Luciano Huck sem nada para fazer e fui brincar com libras, daí recebi um monte de DM reclamando, e me disseram que o Brasil não valoriza libras, então quando alguém influente faz, de brincadeira, as pessoas se sentem ofendidas. Foi falta de informação minha, eu não sabia. Eu pedi desculpa por não saber e me comprometi a aprender, e fiz isso, sei dizer “boa noite”, “obrigado”, aprendi. Mas aí veio um vereador que quer se aproveitar da situação e me processou por uma coisa que eu não quis ofender ninguém.

Foto: Reprodução. Siga o insta @sitealoalobahia
 

15 Nov 2018

Bolsonaro: 'Cubano que quiser pedir asilo aqui, vai ter'

O presidente eleito Jair Bolsonaro afirmou nesta quarta-feira (14), em uma entrevista coletiva concedida no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), que, assim que ele assumir a Presidência, todo cubano que quiser pedir asilo ao governo brasileiro vai obter.

Bolsonaro, entretanto, afirmou que não convidará os cubanos que participam atualmente do programa Mais Médicos a permanecerem no Brasil, pois, na visão dele, as atuais condições a que se submetem esses profissionais representam "trabalho escravo". Ele deu a declaração em meio ao anúncio do futuro ministro das Relações Exteriores, o diplomata de carreira Ernesto Araújo.

"Temos que dar o asilo às pessoas que queiram. Não podemos continuar ameaçando como foram ameaçadas no governo passado. [...] Se eu for presidente, o cubano que quiser pedir asilo aqui, vai ter" (Bolsonaro)

Na mesma entrevista de anúncio do futuro chanceler brasileiro, o presidente eleito voltou a criticar a decisão do governo de Cuba de deixar o programa Mais Médicos, criado durante o governo da ex-presidente Dilma Rousseff. Segundo ele, a decisão foi unilateral por parte do governo cubano.

Mais cedo, pelo Twitter, Bolsonaro disse que o governo de Cuba não aceitou as condições estabelecidas por ele para manter seus profissionais de saúde no programa Mais Médicos.

A política externa brasileira deve ser parte do momento de regeneração que o Brasil vive hoje. Informo a todos a indicação do Embaixador Ernesto Araújo, diplomata há 29 anos e um brilhante intelectual, ao cargo de Ministro das Relações Exteriores.

Ao informar que havia decidido sair do programa Mais Médicos, o governo cubano citou "referências diretas, depreciativas e ameaçadoras" feitas por Bolsonaro à presença no Brasil dos médicos do país caribenho.

Cuba envia profissionais para atuar no Sistema Único de Saúde (SUS) desde 2013, quando Dilma criou o programa para atender regiões carentes do país sem cobertura médica.

Questionado pelos repórteres sobre a saída dos médicos cubanos do Brasil, Bolsonaro destacou que foi contra a implantação do programa Mais Médicos.

"Eu fui contra o Mais Médicos por alguns motivos que agora tornam-se muito mais caros. Primeiro, a questão humanitário e desumana. Deixar esses profissionais afastados de seus familiares. Tem muita senhora desempenhando função de médico e seus filhos estão em Cuba", enfatizou.

O presidente eleito ressaltou ainda que o acordo firmado pelo Brasil com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) prevê que parte do salário dos médicos de Cuba enviados para atuar no Mais Médicos pode ser retida pelo governo cubano.

"Em torno de 70% do salário desses médicos é confiscado pela ditadura cubana", acusou Bolsonaro.

Além disso, ele afirmou na entrevista que o governo brasileiro não tem "qualquer comprovação" de que os profissionais de saúde enviados por Cuba sejam realmente médicos. O futuro presidente disse que havia cobrado que os cubanos se submetessem ao exame de revalidação de diploma de médicos formados no exterior, o Revalida.

"Não temos qualquer comprovação de que eles sejam realmente médicos e estejam aptos a desempenhar a sua função", declarou o presidente.

Ele disse ainda na entrevista que se "esses médicos fossem bons profissionais, estariam ocupando o quadro de médicos nossos que atendia o governo Dilma no passado". "Vocês mesmos, eu duvido quem queira ser atendido pelos cubanos. Se fizer o Revalida, salário integral e puder trazer a família, eu topo continuar com o programa."

 
As informações são do G1.
 
Foto: Reprodução. Siga o insta @sitealoalobahia.
 

20 Set 2018

João Roma revela sua trajetória e opiniões sobre a campanha eleitoral de 2018

Candidato a deputado federal na Bahia, João Roma esteve, nesta quinta-feira(20), em nossa redação, no Caminho das Árvores, onde participou de uma sabatina, revelando suas opiniões sobre diversos assuntos - dos corriqueiros aos polêmicos e também pessoais, além dos detalhes da sua trajetória na política. Confiram:

Alô Alô Bahia: Quando houve o start de você querer ser candidato? Já que até então sua história era na gestão na Prefeitura de Salvador...

João Roma: Eu sempre tive muito motivado pela política. Por participar de alguma forma, não só da vida social, mas dos acontecimentos da nossa sociedade, estar sempre engajado tentando transformar as coisas, tentando dar minha contribuição, o fato ocorreu de forma que não foi bem uma decisão exclusivamente minha, não tinha essa aspiração, mas foi uma movimentação política, que foi decorrente de alguns fatos. O primeiro foi o intenso trabalho que realizamos na prefeitura de Salvador ao lado do prefeito ACM Neto desde 2013, quando ele me chamou pra ser seu Chefe de Gabinete e quis fazer um governo de proximidade, quis fazer das ruas o melhor gabinete, o que é uma coisa muito fácil de falar, mas difícil de fazer. No ano de 2016, ACM Neto me viu como uma das possíveis opções para ser o seu vice prefeito. Foi nesse período que me filiei ao PRB, já que não dá pra ter prefeito e vice-prefeito do mesmo partido.

Alô Alô Bahia: Você tem uma ligação história com o Democratas...

João Roma:
Sim, apesar da minha ligação tão histórica, tão ideológica, e por caminhada de toda a vida no Democratas, onde fui até fundador, primeiro presidente da sua Juventude, onde rodei os 27 estados do país estruturando essa bandeira partidária, ingressei então no PRB. Fui aí então em 2016 que saí dos bastidores para de fato me posicionar sobre alguns temas especialmente relacionados à cidade de Salvador. Isso foi tendo a aceitação de vários setores populares, assim como a legitimidade de toda a equipe que nós formamos, e houve um maior engajamento com a minha pessoa na Prefeitura de Salvador. Aí de fato começou a se legitimar o personagem político, e tanto é que quase que acontecia da escolha derivar para o meu nome naquela eleição, mas conclui-se a articulação em torno do nome de Bruno Reis, para vice prefeito de ACM Neto, e já na sequência, todos esses setores, começaram de fato a pedir uma participação mais efetiva minha na política. 



Alô Alô Bahia: Era um desejo seu que isso acontecesse? Você planejou isso? 

João Roma: Apesar de sempre me sentir motivado em participar da política e sempre ter tido muita sensibilidade para as movimentações políticas do Brasil, isso não passava pela minha cabeça no início da gestão do prefeito ACM Neto, uma vez que como eu não era baiano de nascença, eu não vislumbrava disputar um mandato aqui. Eu não imaginava que eu seria não só tão bem aceito como legitimado e alçado à figura de porta voz de tantas pessoas num momento que começamos a nos pronunciar e sobretudo a dar resultado na melhoria da vida das pessoas que mais precisam na nossa cidade, então apesar de sempre ter tido essa vocação e essa ligação tão estreita com a política não passava pela minha cabeça no início da gestão, vir a ser... disputar um mandato eletivo aqui na Bahia, porque eu tinha um certo recalque por essa questão da origem

Alô Alô Bahia: E você  recebeu até o Título de Cidadão Soteropolitano...

João Roma:
Essa coisa foi superada não só pelo título que recebi na Câmara Municipal de Salvador mas sobretudo pela percepção e pela aceitação das pessoas em torno da minha trajetória, em torno do meu nome. As pessoas viram que eu efetivamente não só escolhi Salvador para ser a minha casa, mas aqui constituí família, aqui passei a me dedicar, evoluir enquanto pessoa, então tudo isso foi muito bem percebido pela população e isso de alguma forma, eu não vejo em nenhum lugar que eu caminhe, nenhum traço de rejeição ou de antagonismo em relação à minha trajetória em virtude desta origem, pelo contrário, encontro pessoas que se entusiasmam até por eu ter escolhido não apenas por uma imposição do destino, mas por tá aqui escolhendo por amor, por ocasião e por dedicação, certo de estar transformando  a realidade deste local. 



Alô Alô Bahia: Se eleito, quais serão as suas bandeiras? 

João Roma:
A primeira função de um deputado federal não é ser o mais competente do mundo, nem o mais destacado dentro do Congresso Nacional, mas sim que ele possa efetivamente representar as pessoas que lhe elegeram. O deputado federal é o representante do povo brasileiro, e o que eu vejo hoje é que além de uma crise política e uma crise econômica, nós temos uma crise de representatividade. As pessoas não se sentem representadas no Congresso Nacional. Quando se liga a TV, além de só encontrarmos escândalos, o que se vê, são pessoas que falam e parecem que estão falando outro idioma, não estão falando a realidade que está nas ruas do Brasil. 

Alô Alô Bahia:Você trabalhou na linha de frente de muitas campanhas pra diversos candidatos de todas as instâncias. Houve uma mudança muito grande nesse processo. Hoje há muitas restrições. Como você vislumbra esse cenário de campanha eleitoral hoje?

João Roma:
Eu vislumbro com muita preocupação. Uma vez que a sensação que eu tenho é de que a legislação atual, ela foi fruto de um Congresso acuado e feito refém dos seus próprios vícios, então algumas coisas que eram avanços para um sistema político, um sistema eleitoral adequado que de fato possa se representar um avanço da sociedade e de fato estabelecer uma democracia representativa, eu acho que tivemos alguns recuos, com por exemplo, as doações legais de campanha. Sendo feito de forma transparente, é muito melhor para o cidadão, saber quem são os apoiadores de um determinado candidato e de acordo com isso traçar um perfil a eleger. Visou-se fazer uma campanha mais curta e assim com menos despesa, e com isso criou-se uma disfunção, onde os novos candidatos tem muito menos tempo de aparecer perante à população e isso beneficia os candidatos que já estão colocados no Congresso Nacional e que já tem uma exposição midiática do seu mandato. Então, assim está colocado o processo eleitoral no Brasil, cada vez mais restrito não só a verdadeira renovação na política, como ao encontro com os eleitores.

Alô Alô Bahia:Você está fazendo uma campanha muito voltada ao encontro com a população. Qual o sentimento que você tem absolvido das ruas? 

João Roma:
Estou adorando! Fico muito feliz quando tenho a oportunidade de conversar com as pessoas, e isso tem sido um norte da minha vida, o que tem me dado boas experiências, porque o contato com outras pessoas sempre abre horizontes, sempre há algo a aprender com alguém. Abrimos esse canal de comunicação, não só através de meios digitais, mas sobretudo indo para a rua. Não temos grandes comícios, não temos atividades circenses, mas temos buscado muito o contato com as pessoas e temos feitos diversas reuniões, na busca, inclusive, de resgatar o que tem de verdadeiro na política. Precisamos mudar a política, e mudar a política não é apenas tirar um deputado mais velho para colocar um deputado mais novo, tirar uma camisa vermelha para colocar uma camisa azul, mudar a política é mudar a forma de fazer política e mudar a forma de pedir o voto. 

Alô Alô Bahia: Muito se fala de que você é o candidato favorito do prefeito ACM Neto. Como lida com isso? 

João Roma:
Eu acho ótimo! Acho que é totalmente natural e legítimo uma vez que eu tenho uma relação muito forte com o prefeito ACM Neto. Em 2002 quando dei a notícia que estava vindo morar na Bahia para assumir um cargo federal, ele disse que seria muito bem vindo. Disse que a melhor notícia do dia era a eleição dele para deputado federal, mas que a minha vinda para a Bahia era a segunda melhor notícia que ele tinha recebido. Aqui me estabeleci, aqui as coisas avançaram. Foi num aniversário dele que eu conheci Roberta, em 2003, como quem hoje eu sou casado e tenho dois filhos, e segui ao lado dele durante momentos muito difíceis, especialmente, em 2006 quando perdeu-se a eleição do governo do estado da Bahia e em 2007, quando houve o falecimento do Senador Antônio Carlos Magalhães. Então, hoje minha candidatura tem a preferência do coração do prefeito, pelos gestos, pelo carinho com que ele trata, e sobretudo, porque é uma candidatura porta-voz de todos os avanços que a cidade de Salvador obteve nos últimos 5 anos e meio.
 
Alô Alô Bahia: Você falou de Roberta Roma, sua esposa, e eu queria que você falasse um pouquinho sobre o papel dela na sua campanha...

João Roma: 
Quando eu conheci Roberta, assim como eu, ela já era militante na política. Ela já tinha uma experiência na política, porque ela já em 2002, já participava da campanha do então deputado federal ACM Neto. De lá pra cá, não me recordo de uma eleição que Roberta não tenha participado de alguma forma, não só na torcida como com alguma atividade neste sentido. Na minha campanha eu tenho o engajamento pleno da minha família, até dos meus filhos que tem pouca idade e isso traduz muito o que somos, por que nós somos gente de verdade, nos temos todos os defeitos e qualidades. Então o papel de Roberta tem sido essencial, com muito talento, ela chegou a desenvolver, inclusive, o primeiro jingle da nossa campanha que é o "Modo João Roma ativado", um sucesso total e que tem tido muita adesão, mas não só nessa parte artística como na parte administrativa, onde ela é criteriosa, e tem também contribuído muito nos bastidores, conversando com as pessoas. Ela, como eu disse, é uma pessoa de proximidade. 

Alô Alô Bahia: Como é que você lida com as críticas vindas tanto da oposição como das pessoas que estão na sua coligação?

João Roma:
As pessoas dizem que de fato eu tenho um estômago muito forte, que eu suporto muito bem as críticas, e por natureza, busco ter um espírito muito conciliador. Sempre busco entender uma fragilidade, entender algumas defesas, que as pessoas podem estar recorrendo perante a um sentimento de ameaça ou até mesmo perante a inovação. É muito natural que na política exista muito jogo baixo, muita covardia, mas nós temos que não só falar mas sobretudo dar o exemplo. Não é fácil exercer uma atividade de liderança, as pessoas costumam dizer que o político no Brasil é o reflexo da sociedade, coisa que eu discordo; eu acho que o político tem que ser, sobretudo a vanguarda da sociedade, até porque se ele se propõe a ser um líder político ele tem que também dar o exemplo e mostrar para onde essa sociedade tem que rumar. Então, são as vezes situações que maltratam e que abala um pouco a nossa alegria, mas nós temos que saber superar e muitas vezes orientar, tentar dar outros exemplos que mostrem as pessoas que estamos todos na mesma caminhada. 


Fotos: Elias Dantas. Siga o insta @sitealoalobahia.

09 Set 2018

Em entrevista exclusiva, Leo Dias fala sobre o lançamento da biografia não autorizada de Anitta

O jornalista Leo Dias lança nos próximos meses a biografia não autorizada da cantora Anitta. Em conversa exclusiva com o Alô Alô Bahia, Leo contou o que o público pode esperar, como surgiu a ideia e quais foram as maiores dificuldades nessa produção.

Alô Alô Bahia – O que o público pode esperar dessa biografia?

Leo Dias – Houve muitos comentários na última semana sobre um capítulo que eu acaba de escrever, chamado “ Muy Amigas”, em que detalhamos as brigas de Anitta. Esse capítulo tem apenas 7 páginas. E não representa o livro.

A biografia de Anitta é uma história inspiradora para toda pessoa da periferia do Brasil que acha que o seu futuro já está escrito e não sairá dali. A gente retrata o crescimento assustador de uma menina que estudava em escola pública e sempre fez questão em ter as melhores notas. Além do estudo, a gente acrescenta uma determinação nunca vista antes e a fé, que não permitiu que o sucesso subisse à sua cabeça. E eu já adianto: o final é surpreendente: eu anuncio o final da carreira de Anitta.

Alô Alô Bahia – Como surgiu essa ideia?

Leo Dias – Há 20 anos eu escrevo uma coluna sobre a vida de artistas realmente populares brasileiros. E de repente eu percebi um vácuo no mercado editorial brasileiro. Livro no Brasil é coisa de rico. Mas por que a classe média não pode ter e falar de gente que ela conhece? Não foi fácil. Muitas editoras me disseram não. Eu sei que por vários motivos. Como assim? Um fofoqueiro escrevendo um livro? E quem se interessa na vida de Anita? Eu e Anitta nascemos no subúrbio do Rio, e sabemos muito bem como o mundo nos olha.

Alô Alô Bahia – Quando será o lançamento?

Leo Dias – Dezembro ou janeiro. Ainda não definimos. Mas será no verão.

Alô Alô Bahia – Quais foram as maiores dificuldades nessa produção?

Leo Dias – Recebemos muitos “não”, até de amigos da Anitta. As pessoas são muito limitadas e têm medo de se expor para não se “queimar” com a Anitta. Ela não tem a mínima ideia de quem disse o que. Para se ter uma ideia, a pessoa que a chamou de pão dura é muito próxima profissionalmente a ela. E ela deu ataque quando eu disse que iria colocar que ela era pão dura.

Alô Alô Bahia – O que há de mais polêmico que possa nos adiantar?

Leo Dias – Essa pergunta é séria?  

Alô Alô Bahia – Planeja realizar mais projetos nesse estilo? Tem alguma outra pessoa famosa sobre a qual gostaria de escrever?

Leo Dias – A Ediouro (editora) já me pediu. Já falei com a pessoa. E já defini a auto biografia para 2019.


Foto: Estefan Radovicz/Agência O Dia. Siga o insta @sitealoalobahia.
 

25 Ago 2018

Fritz Paixão conta detalhes da CleanNew, empresa que fatura mais de R$2 milhões por ano

Fritz Paixão é nome que comanda, com pulso leve e olhar direcionado para o futuro, a CleanNew, empresa de blindagem de estofados, que nasceu na Bahia, mas se prepara para ganhar o mundo. De apresentador de televisão a empresário milionário, em entrevista ao Alô Alô Bahia, ele contou sobre o começo do negócio, as dificuldades encontradas, a importância das redes sociais e os países que vão receber as suas franquias. Confiram!

Alô Alô Bahia: De empresa de lavagem automotiva ao segmento de estofados. Como foi essa transição até o nascimento da CleanNew? 

Fritz Paixão: Foi bastante interessante porque não foi algo planejado, o nosso público quem começou a pedir esse tipo de serviço justamente pela falta de empresas qualificadas no mercado. A partir daí, investimos em tecnologia, trouxemos para dentro da empresa um maquinário italiano para a limpeza dos estofados e desenvolvemos um sistema único de impermeabilização de móveis que qualificamos como Blindagem de Estofados. Mas fomos além, entramos em contato com indústrias químicas no setor que desenvolveram um produto único de higienização para a CleanNew, bem como desenvolveram um impermeabilizante com um poder maior de durabilidade, no qual registramos e hoje é exclusivo para nossa rede.

Alô Alô Bahia: Quais as principais dificuldades que foram encontradas para consolidar o negócio neste tempo?

FP: Fazer o nosso público entender que o sistema de blindagem que havíamos desenvolvido era diferente da impermeabilização encontrada comumente em qualquer lugar. A impermeabilização tem uma imagem desgastada por conta dos inúmeros tipos de produtos existentes no mercado. Inclusive produtos inflamáveis inclusive com diversos casos de explosões em todo o Brasil. Hoje temos um produto desenvolvido pela nossa empresa, chamado de “Blindagem de Estofados”, já registrado e com liberação da ANVISA, justamente para assegurar aos nossos clientes o padrão de proteção e a segurança do serviço que todos precisam. Além disso somos a única empresa no Brasil que possui um shampoo de limpeza de estofados com ação bactericida justamente para que possamos levar ao nosso cliente muito mais do que uma simples limpeza, e sim, agregar ao serviço saúde e bem estar. 

Alô Alô Bahia: Sua imagem está totalmente associada a imagem da empresa. Como se deu isso?

FP: Acredito que hoje a marca tenha que ter uma identidade, um nome, uma referência, para o cliente saber com quem ele está conversando, para ele saber com quem ele está lidando. Até para elogiar, ou fazer críticas. Graças a este cuidado, hoje recebemos muito mais elogios do que críticas, tanto que não temos nenhuma reclamação nos sites de direito do consumidor. O fato de já ter sido a imagem de inúmeras marcas, até por ser apresentador de TV, me deu a segurança de ser para minha empresa o que já fui por muitas outras. Tanto que agora dou palestras sobre nosso modelo de negócios em congressos Nacionais e Internacionais.

Alô Alô Bahia: No Brasil e no mundo, as franquias são consideradas um dos negócios mais seguros economicamente. Como vocês pensam e lidam com isso?

FP: O Franchising com certeza é o melhor investimento que qualquer pessoa pode fazer atualmente. O fato de você já ter testado um negócio e ter dado certo, dá a segurança ao investidor sobre a possibilidade do retorno do investimento na compra de uma franquia. Mesmo com a crise no Brasil, o setor de franchising cresceu 8% faturando cerca de 163 Bilhões de Reais em 2017. Só a CleanNew cresceu cerca de 250% de 2016 para 2017. Qualquer negócio é uma aposta, mas uma aposta no Franchising é uma aposta mais segura pois os riscos são menores e mais calculados.

Alô Alô Bahia: O negócio movimenta milhões de reais anualmente?

FP: A CleanNew teve um crescimento absurdamente alto por conta do modelo de negócios. Custo baixo, faturamento alto e consequentemente o retorno de investimento agrada qualquer investidor. Só em 2017 a rede CleanNew faturou mais de 2 milhões de reais.



Alô Alô Bahia: Como nasceu a relação com os artistas e essa divulgação através das redes sociais deles? Qual a importância disso no negócio?


FP: Eu já era apresentador de TV antes, apresentei programa de TV no Multishow e no SBT, então tinha facilidade em ter acesso aos artistas. Mas muitos se enganam quando acham que as celebridades são os desencadeadores do sucesso da CleanNew. Eles apenas validam a satisfação do serviço, mas sem o nosso modelo sistemático de negócios, padrão de atendimento, produto, pós venda e garantia, de nada adiantaria ter as celebridades, o negócio não se sustentaria. Já teve até celebridade que abriu uma empresa parecida, contratou funcionário nosso, colocou alguns famosos para divulgar, tentou copiar a CleanNew mesmo, mas não se sustentou. Resultado, não durou 1 ano.

Alô Alô Bahia: Quais os planos de futuro e expansão da marca?

FP: Estamos em constante crescimento e expansão. Atualmente temos 22 franquias, e mais duas prontas para inaugurar. Pretendemos fechar o ano com 30 franquias no Brasil e mais 3 no exterior. Argentina, Colômbia e EUA. Ano que vem já iremos expandir pra Portugal, Austrália, Paraguai e Angola. O Projeto e expansão para 5 anos é ter um Franqueado CleanNew em todos os continentes do planeta. Voa CleanNew!

Fotos: Reprodução. Siga o insta @sitealoalobahia


 

11 Ago 2018

Alô Alô Bahia entrega como vai ser o Dia dos Pais de Rafa, Pipo e Bell Marques

Em clima de Dia dos Pais, o Alô Alô Bahia conversou com Bell, Rafa e Pipo Marques. Pai e filhos nos contaram sobre desafios, planos profissionais e qual a programação do Dia dos Pais deles. Confere só!


Alô Alô Bahia: Qual será a programação de vocês para o Dia dos Pais?

Rafa: Ficaremos juntos do nosso pai, claro! Dia dos Pais sempre foi uma data especial que a gente valoriza muito, até porque crescemos com ele viajando sempre, mas, ao mesmo tempo, estando muito presente. É uma data que ele já deixa livre na agenda dele pra curtir com a gente e a gente, até hoje, já reserva pra ficar com ele também.
 
Alô Alô Bahia: Quais são os próximos passos e novidades que os fãs podem aguardar da carreira de vocês?

Pipo: Acabamos de lançar musica nova, Não Insista, e vamos trabalhá-la daqui pra frente. Estamos bem animados com a repercussão que ela vem ganhando em todo o Brasil!

Bell: Eu lanço em breve o DVD Bell Marques - Só As Antigas e me preparo pra celebrar 40 anos de trio elétrico! Caramba, é muita história, desde a primeira vez que toquei num trio, em 1979, até hoje! (risos)
 
Alô Alô Bahia: O que vocês mais admiram uns nos outros?

Rafa: Eu acho que admiramos uns nos outros a capacidade de ouvir, de valorizar a opinião de cada um. Desejamos muito o bem entre a gente e tudo o que dizemos e fazemos, seja profissionalmente ou na intimidade da família, é sempre com a melhor das intenções.
 
Alô Alô Bahia: O que vocês dariam de dicas de melhores presentes e programações para se fazer no Dia dos Pais?

Pipo: Se fazer presente! Foi o que nosso pai sempre nos “deu” de presente, mesmo com a correria que sempre foi a vida dele. Estar em família, estar ao lado do nosso pai, celebrar cada segundo do dia com ele é um grande presente, até mais pra gente do que pra ele!
 
Alô Alô Bahia: Quais são os maiores desafios de trabalharem no mesmo ramo artístico?

Rafa:
Sem dúvida, a rotina de viagens, que acaba nos afastando um pouco dos amigos nos fins de semana e também dos nossos pais. Enquanto estão todos curtindo, a gente está na estrada trabalhando.

Bell: Pra mim, como pai e como artista que conhece a estrada, o desafio é relaxar sabendo do cansaço que é pra eles viver essa vida da estrada, que é solitária. Mas sei também que tem o lado positivo, que vai compensar.


Foto: Divulgação. Siga o insta @sitealoalobahia.

09 Ago 2018

Vereador Aleluia fala sobre os desafios de Salvador e cenário das eleições 2018

Candidato a deputado estadual, o vereador Alexandre Aleluia (DEM) conversou com o Alô Alô Bahia sobre expectativas para as eleições deste ano e quais são os principais desafios que estão vindo por aí. Confere só.


Alô Alô Bahia: Se pudesse se apresentar através de 3 palavras, quais seriam?

Alexandre Aleluia: Verdade, liberdade e família. 

Alô Alô Bahia: Quem são as suas principais referências no âmbito político?

AA: Tenho grandes referências no âmbito político. Em casa, tive uma grande referência com o deputado federal José Carlos Aleluia, um exemplo de caráter, preparo, coerência e, acima de tudo, coragem para defender aquilo que acredita. O meu maior conselheiro. Além de meu pai, Edmund Burke, G. K. Chesterton e o mestre Olavo de Carvalho são outros exemplos. 

Alô Alô Bahia: Quais você acredita que serão os principais desafios dessas eleições 2018 para o Brasil? O que ela representa?

AA: Essa eleição será determinante porque vai mostrar que existe uma diferença clara entre o nosso povo real, aquele que quer ver defendido seus valores, acredita na família e tem sua formação moral baseada no cristianismo. E o que eu chamo de "povo oficial", nada mais que uma criação de partidos de esquerda usada como desculpa para que governem com base em interesses que nada têm a ver com o nosso país.  

Alô Alô Bahia: E em Salvador, quais são os principais avanços e desafios que você enxerga que foram vividos pela capital durante o seu período de gestão?

AA: Hoje, em Salvador, aliás, em qualquer lugar do país, está claro que a gente não precisa de mais leis, de mais burocracia. A gente precisa de liberdade. Por exemplo: a Comissão do Revogaço, idealizada e presidida por mim na Câmara Municipal de Salvador, é um grande marco nesse sentido. Vamos revogar as leis inúteis da cidade e melhorar a vida das pessoas e das empresas. A Comissão é um elemento que pretendo tornar o mais duradouro possível. Há muito o que se fazer para melhorar a economia da capital. Precisamos reduzir as amarras da burocracia e diminuir custos que inviabilizam o desenvolvimento econômico. Com o Revogaço, pretendo deixar o ambiente favorável ao mercado e facilitar os negócios júridicos.

Alô Alô Bahia: E quais são os principais desafios de Salvador para os próximos 4 anos?

AA: Acredito que temos que avançar para tornar nossa cidade um ambiente acolhedor para a livre iniciativa e o Salvador 360 vai agir muito em cima disso. Melhorar o ambiente de negócio significa gerar empregos, trazer renda e, consequentemente, fazer a economia circular. O legado dessa administração, junto com o nosso trabalho de revogação de um pacote de leis inúteis, vai deixar um horizonte muito favorável ao desenvolvimento da cidade.

Foto: Divulgação. Siga o insta @sitealoalobahia.
 

31 Jul 2018

Pedro Ariel revela novidades da CasaCor Bahia 2018

Pedro Ariel Santana, diretor de conteúdo e relacionamento da CasaCor, esteve em Salvador na última semana. Por aqui, ele acompanhou a reunião operacional da edição 2018, que estreia no dia 23 de setembro, na Chácara Baluarte, no Santo Antônio Além do Carmo. O Alô Alô Bahia, é claro, aproveitou a sua presença e bateu um papo sobre os detalhes da mostra baiana, que podem ser conferidos logo abaixo!
 
 
AAB - O que você considera mais particular na edição baiana da CasaCor?
 
PA - Sem dúvida o que torna essa edição de CASACOR Bahia especial é o local privilegiadíssimo. A vista do Porto de Salvador e do Forte de Santo Antônio é um cenário deslumbrante para a mostra. Outra coisa bacana é a renovação de parte do elenco. A nova geração de arquitetos chega com muito gás. Fiquei surpreso com a qualidade dos projetos dessa turma.
 
AAB - A partir de uma temática única - que nesse ano é Casa Viva - como é o seu trabalho em ser curador de edições em estados em tão diferentes, com mercados tão particulares?
 
PA - O trabalho do curador é tornar o evento atraente como um todo, atuando tanto no master plan como em cada ambiente. Procuro corrigir os excessos que encontro nos projetos dos ambientes, diminuindo o número de revestimentos, por exemplo, e apontando as melhores ideias de cada projeto. No encontro com o profissional, debatemos a intenção de cada um ao participar da CASACOR e analisamos como ele pode potencializar o projeto para atingir seus objetivos, buscando sempre a qualidade. Muitas vezes, meu trabalho é reforçar a autoconfiança do profissional. O tema CASA VIVA de 2018 é uma maneira da mostra estar up to date com as tendências internacionais, valorizando o verde, a natureza, as relações afetivas e as memórias  neste mundo altamente tecnológico e impessoal.
 
AAB - Como recebeu a notícia da locação escolhida para a mostra desse ano?
 
PA - Fiquei superfeliz. A CASACOR Bahia 2014, em comemoração aos 20 anos da mostra, aconteceu na mesma chácara em Santo Antônio. Foi uma das mostras mais bonitas que eu já vi em todo o Brasil, em todos os tempos. O pôr do sol na Baía de Todos os Santos torna a visita inesquecível.
 
AAB - Quais os próximos passos da CasaCor Bahia? Você tem visitas agendadas para voltar à terrinha?
 
PA - Agora é começar as obras e acelerar para que tudo fique pronto em meados de setembro para as fotos do anuário. Por enquanto estou acompanhando por e-mail e WhatsApp as mudanças dos projetos. No final de setembro volto a Salvador para ver como tudo ficou.
 
AAB - O que costuma fazer no tempo livre em Salvador, quando não está envolvido com a mostra? Qual seu lugar favorito aqui?
 
PA - Tenho família e amigos em Salvador. Então aproveito para visitar todos (ou quase), tomar uma cerveja com carne de sol em algum bar de Santo Antônio, ou  um acarajé no Rio Vermelho. Também gosto de dar um mergulho no Porto da Barra, tenho um apartamento ali perto. Outro programa bacana é ir num dos restaurantes bacanas da Marina.
 
Foto: Rafael Renzo. Siga o insta @sitealoalobahia.
 
 

20 Jul 2018

Advogada comenta sobre cenário do direito digital no Brasil

O tema de proteção e uso de dados na internet é cada vez mais importante para o cenário atual brasileiro. A advogada Fabiani Borges, da EBQ Advogados, conversou com o Alô Alô Bahia sobre o assunto e os impactos da PL 53/18, aprovada recentemente, que pode trazer resultados positivos para a área do direito digital. Olha só!


Alô Alô Bahia: Como surgiu o seu interesse na área de direito digital?

Fabiani Borges: Quando terminei minha primeira especialização, em Processo Civil, escrevi sobre o processo judicial eletrônico, porque a ideia de modernização e agilidade que a tecnologia prometia ao Direito era fascinante. Descobri um MBA em São Paulo, logo depois da conclusão da primeira pós graduação, mas fui atropelada pelo diagnóstico de autismo de meu filho, e acabei passando cinco anos longe da academia. Quando consegui encaminhar Nando, meu filho, o amor pela ideia de desburocratizar e tornar o Direito mais acessível permanecia ali, aceso. Me matriculei no mesmo MBA que pesquisara anos antes e segui. Foi amor à primeira aula, como digo. 

Alô Alô Bahia: Como você avalia o cenário brasileiro com relação à políticas de uso de dados na internet?

FB: Tirando as poucas normas setoriais (como as da área financeira, por exemplo) e alguns poucos dispositivos do Marco Civil da Internet e seu Decreto Regulatório, não temos maiores diretrizes e garantias, e isso era assustador. Passamos longos oito anos debatendo e discutindo sobre o assunto, lutando para que o Congresso levasse adiante os projetos de Lei sobre o tema, e, finalmente, esse ano conseguimos ver aprovado o PL 53/18, que seguiu para sanção presidencial essa semana.
Eu acredito que esse avanço está diretamente ligado com a GDPR (General Data Protection Regulation), a lei de proteção de dados na União Europeia, publicada há dois anos, e que entrou em plena eficácia em maio passado, principalmente pela aplicação da mesma fora dos limites físicos dos países da EU. O Brasil não está imune a norma europeia e ficaria muito aquém nas relações comerciais, pincipalmente diante dos novos modelos de negócios, por não possuir uma legislação especifica sobre o tema. Então realmente esse primeiro passo é o mais importante para asseguramos a privacidade no uso de dados dos cidadãos, bem como disciplinar melhor as relações jurídicas que decorrem desse mundo 4.0 que se apresenta.

Alô Alô Bahia: Diante de diversos problemas que ocorrem com o uso de dados na internet, quais seriam as boas práticas que você indicaria aos usuários para evitar maiores transtornos?

FB: É preciso pensar, inicialmente, que as boas práticas não são de ordem exclusivamente empresarial. Se por um lado, no meu trabalho diário, recomendo aos meus clientes que suas empresas ponham em prática um bom compliance digital, que assegure o emprego das normas de segurança da informação, capacitação dos usuários, emprego de criptografia forte na guarda e transmissão dos dados, separação de bancos de dados comuns e sensíveis, contratos com responsabilização de uso e consentimento expresso, etc, do outro, como aprendiz do tema, reconheço que é preciso sempre pensar em educação digital contínua. O usuário comum de internet não tem hábito de ler os termos de privacidade e uso de sites e aplicações, clica em links desconhecidos, usa senhas fracas, e tem uma série de comportamentos inadequados que podem se tornar grandes dores de cabeça depois.

Alô Alô Bahia: E com relação às empresas e órgãos que lidam com estes dados, qual você acredita que seja o limite de responsabilidade de uso destas?

FB: Essa é a grande preocupação mundial hoje. Durante muito tempo pensou-se que priorizar a privacidade poderia limitar a criatividade e a inventividade do mundo tecnológico, mas viu-se que o mercado extremamente invasivo e sem limite era muito pior. O movimento de preocupação com os dados – e com o uso deles – ganhou força pós denúncias de Edward Snowden, quando, efetivamente, percebeu-se como os grandes players de tecnologia e governos estavam usando a Big Data (a alta capacidade computacional de processar um grande volume de dados) para os mais variados negócios (escusos, inclusive, vide o caso Facebook com a Cambridge Analytica). Enfim, creio que a conscientização do cidadão  - e bons enforcement (boas legislações punitivas) darão o tom dos próximos anos, no sentido de limitar, cada vez mais, a coleta indiscriminada de dados, sob pena de (altas) sanções pecuniárias às empresas. A nossa LGPD, inclusive, seguindo a diretiva europeia, prevê multas de até 50 milhões de reais na responsabilização de empresas que usarem indevidamente ou vazarem dados pessoais.

Alô Alô Bahia: Quais são as principais mudanças e impactos que são esperadas com a aprovação da lei geral de proteção de dados?

FB: Eu particularmente espero maior austeridade no tratamento dos dados pessoais, com a criação de uma cultura de proteção dos mesmos. Será preciso entender a nova dinâmica mundial nesse sentido, assim com também rever as práticas dos modelos de negócio já existentes – digitais ou não, já que a lei se aplica a dados físicos também.

Haverá, ainda, um impacto grande no mercado de trabalho, pois a LGPD prevê que cada empresa tenha um DPO (Data Protection Officer), como na lei europeia, aqui chamado de Encarregado de Proteção de Dados, o que fará que cresça a busca por profissionais especializados em Segurança da Informação, Direito Digital, Engenharia da Comutação e Compliance, pois essas pessoas – em conjunto ou separadamente, a depender do tamanho da empresa – serão fundamentais na aplicação de boas práticas de proteção de dados.


Foto: Divulgação. Siga o insta @sitealoalobahia.