Entrevistas


11 Out 2019

Alô Alô Bahia entrevista Luciana Paraiso

Prestes a embarcar para a República Dominicana, onde recebe um prêmio pelo destaque entre os 10 mais atuantes escritórios de arquitetura e interiores da Bahia, a arquiteta Luciana Paraiso recebeu o Alô Alô Bahia para uma entrevista sobre carreira, planos e desejos. Confere abaixo como foi nosso bate-papo.
 
 
Alô Alô Bahia – Como é a sua história dentro da área da Arquitetura e Urbanismo?

Luciana Paraíso - Sou formada em Arquitetura e Urbanismo pela UNIFACS em Salvador. Sou filha de engenheiro e minha avó é apaixonada por decoração. Ao longo da minha formação acadêmica tive uma influência importante do meu pai, que me ensinou a ter um apreço pela área de exatas. No momento de escolher a faculdade, o gosto por essa área falou mais alto e optei por cursar Engenharia Elétrica. Em paralelo, comecei a cursar Relações Internacionais, pois sou fluente em inglês, gosto muito de viajar e tenho vontade de desbravar o mundo. Porém, depois do primeiro ano de faculdade, descobri que não era nada disso o que eu queria.

AAB – O que te fez descobrir que a Arquitetura e Urbanismo era o que você queria fazer?

LP – A faculdade onde eu cursei Engenharia promovia a Semana Universitária. Neste evento, ocorriam diversas palestras e debates relacionados aos cursos e uma das palestras daquele ano foi com a arquiteta Marcia Meccia. Aquela palestra foi o ponto de virada para que eu me encantasse pela Arquitetura. Fiz vestibular novamente, passei e me descobri dentro da área. Todos os anos do curso foram muito enriquecedores, fazia todos os trabalhos e estudava com o maior prazer.

AAB – Como se deu a sua iniciação profissional na área?

LP – Desde a graduação em Engenharia Elétrica, eu estagiava em uma empresa que administra terminais rodoviários e aeroportos, porém, não era no setor técnico de projetos relacionado à Arquitetura. Quando mudei de curso, pedi que me trocassem de setor, mas eles só contratavam estagiários que tivessem domínio do Autocad, e eu não sabia. Fiz um curso intensivo durante uma semana, consegui aprender e comecei a estagiar no setor técnico. Lá foi a minha escola com relação a ter o domínio e a prática desse programa.

Posteriormente, surgiu a oportunidade de estagiar em um escritório de Arquitetura e Interiores, o que também foi uma escola pra mim porque eu saí de uma escala macro - projetando terminais rodoviários e aeroportos - e fui para uma escala micro, que é pensar ambientes menores e desenhar móveis, o que foi muito enriquecedor. No período deste estágio, fui convidada a trabalhar na parte técnica de uma loja de iluminação que estava inaugurando em Salvador. Eu era responsável apenas por incluir os bloquinhos de luminárias nos layouts dos projetos dos clientes, mas foi uma experiência em que eu tive acesso a plantas de diversos arquitetos e pude aproveitar para aprender e abrir a minha mente por ver como era possível aplicar diversas soluções aos projetos.

 Foi nessa ocasião que uma designer me convidou para participar com ela da CasaCor Bahia 2005, no Mercado do Ouro. Ela me chamou para fazer um Quarto de Bebê nessa mostra e eu topei. Foi ótimo porque consegui ter acesso aos detalhes de como funciona uma mostra de decoração, desde o relacionamento com fornecedores, até a escolha dos materiais, custos e os processos burocráticos e prazos. Consegui desenvolver relacionamentos com os profissionais da área e, com isso, surgiram convites de trabalhar em outros escritórios e eu fui topando esses desafios que apareciam de trabalhar com alguém diferente. 
 
AAB - Houve alguma experiência mais marcante dentro desses estágios que você realizou no início da sua carreira?
 
LP - Após a experiência na CasaCor, comecei a trabalhar em um escritório de design de interiores. Lá eu era responsável pela parte técnica dos projetos e isso me deu um senso de autonomia e confiança muito grande. Nesse período era o meu último ano de faculdade, então eu passei a conciliar o Trabalho Final de Graduação, duas matérias optativas e dois estágios. Até que, durante o desenvolvimento do TFG, estive no escritório da Prado Valladares para tentar ter acesso a projetos que pudessem me ajudar em minha pesquisa. Então, comecei a trabalhar com eles e fiquei de 2006 a 2011 no escritório. Em 2009, fiz uma especialização em iluminação e, a partir disso, fiquei responsável pela iluminação dos empreendimentos que o escritório estava lançando em Angola. 
 
AAB - Do que se tratou o seu Trabalho Final de Graduação?
 
LP - Desenvolvi um novo projeto para o Aeroporto Internacional de Porto Seguro, que até hoje tem uma pista de voo muito curta, o que limita a sua operação. Minha fonte de inspiração para esse projeto foi o trabalho do arquiteto e engenheiro espanhol Santiago Calatrava. Meu aeroporto era em estrutura metálica, envidraçado e, como é localizado em uma região de Porto Seguro que tem plantação de eucalipto, o conceito dele foi inspirado na forma da folha de eucalipto. Um dia quem sabe não temos um novo aeroporto construído a partir do meu projeto?
 
AAB - Como foi a sua primeira experiência realizando uma mostra individual?
 
LP - No meu período no escritório Prado Valadares realizei a minha primeira mostra, a Morar Mais Por Menos, que foi realizada na Casa dos Carvalho, na Graça. Meu ambiente foi um Home e, apesar de eu ter fugido um pouco da proposta, esta experiência me gerou uma nova oportunidade. Na ocasião, Luisinha Brandão, franqueada da CasaCor Bahia na época, visitou o meu espaço e disse que ele tinha potencial para fazer parte da CasaCor. Fiquei feliz da vida. A partir dessa mostra, minha visibilidade no mercado também aumentou e eu passei a ter uma demanda de projetos que fez com que eu tivesse a necessidade de abrir meu próprio escritório. Logo depois, precisei optar por sair da Prado Valadares e trilhar meu sonho de consolidar minha carreira e me dedicar ao meu escritório. 

AAB – Conta mais detalhes de como foi a sua primeira experiência individual na CasaCor Bahia.

LP - Em 2013, participei pela primeira vez da CasaCor Bahia, que aconteceu no antigo Shopping Iguatemi, hoje Shopping da Bahia. Antes disso, eu até já havia tentado participar, porém, por ser recém-formada, os espaços que me eram oferecidos eram pequenos e eu sempre escolhia esperar outro momento. Foi então que, em 2013, no início do período da crise financeira, com muitos profissionais sem aderir à proposta da mostra, estreei com um dos principais ambientes daquele ano: um Loft de 110m². Minha homenageada foi Claudia Gama. Também convidei o artista plástico Marcelo Horta, que ficou responsável por criar as telas para compor o espaço. No fim das contas, na contramão do que eu escutava, tive muito retorno com essa CasaCor e consegui fortalecer a minha marca. Em 2018 participei pela segunda vez e meu ambiente foi uma Sala de Jantar. 

Com um fruto desse e de outros trabalhos, o escritório tem sido destaque desde 2015 na premiação nacional que elege os 10 mais atuantes escritórios de cada estado. Neste ano, o prêmio será entregue em Punta Cana, para onde viajo nessa sexta-feira (11). O projeto  que nos fez ganhar nesta edição foi escolhido para estar no anuário da Editora Kaza, que será lançado em dezembro em Miami. Assim, os planos internacionais já estão surgindo.

AAB – Quais são os planos internacionais que você tem para o seu escritório?

LP – Com a escolha do projeto para estar no anuário da Editora Kaza e viajar para Miami, já estou fazendo parcerias com imobiliárias e agendando reuniões com corretores locais para investir nessa expansão internacional. Já temos alguns clientes daqui do Brasil que estão adquirindo imóveis fora do país, mas estamos prospectando novos também. Quem sabe também não surge uma CasaCor Miami? (risos). 

AAB – Quais são as características do seu trabalho e as suas fontes de inspiração para a montagem dos ambientes que você cria?

LP – Iniciei minha carreira com uma inspiração muito grande vinda da minha avó, então o clássico era um traço muito marcante dos meus primeiros projetos. Sempre tinha dourado, móveis mais rebuscados, tachas, etc. Com o passar do tempo, fui começando a me encontrar, me autoconhecer e a desenvolver um estilo próprio. Meus projetos nunca são iguais uns aos outros, pois respeito muito as especificidades de cada cliente, mas tem algo em comum em todos eles, seja no projeto de um cliente mais high tech, seja de um cliente mais contemporâneo ou clássico. Acredito que viajar é muito importante para abrir a mente e ganhar novas referências. 

AAB – Quem são os profissionais que te inspiram?

LP – Na época em que formei, a minha fonte de inspiração e que teve influência no meu Trabalho Final de Graduação foi o Santiago Calatrava. Foi o meu mestre inicial para arquitetura de grande porte. Já para projetos residenciais, eu sou fã do Marcio Kogan e do nosso conterrâneo David Bastos. Para design de interiores, minha grande referência é Marcia Meccia, que foi inclusive quem me despertou para a Arquitetura. Também admiro muito o trabalho de Roberto Migotto e de Cris Hamoui.

AAB – Houve dificuldade na hora de planejar o seu próprio apartamento?

LP – O grande problema foi lidar com o meu cliente, que é o meu marido (risos). Foi o projeto mais desafiador que eu já fiz na minha vida, pois tudo o que eu pensava em fazer, ele dizia que eu já havia feito para meus clientes e que era pra eu ousar.

AAB – Quais são os planos para 2020?

LP - Já estamos fechando projetos aqui na Bahia e em São Paulo para 2020. Vou realizar uma mostra em Feira de Santana na próxima semana, que também acredito que trará bons resultados. Nosso escritório novo está em obras e deve ficar pronto no final de novembro, quando devemos preparar uma festa de inauguração. Também estou apostando tudo em Miami para 2020. Vou voltar em dezembro cheia de novidades!
 
 
Foto: Ana Varjão. Siga o insta @sitealoalobahia.

10 Out 2019

Regina Casé revela expectativas com o novo trabalho na novela "Amor de Mãe"

Regina Casé estará de volta às telinhas a partir de novembro, após 18 anos, e promete emocionar o público com a sua personagem Lurdes, na novela “Amor de Mãe”. Lurdes é uma nordestina batalhadora que faz de tudo pelos filhos  Magno (Juliano Cazarré), Ryan (Thiago Martins), Érica (Nanda Costa) e Domênico (Eros Lazari). Em entrevista ao Glamurama, Regina contou sobre as expectativas com o novo trabalho.
 

Glamurama: Como é estar voltando às novelas depois de 18 anos?

Regina Casé: Eu sou uma atriz. Durante muito tempo eu fui uma atriz que apresentava um programa. Mas eu sentia falta de atuar. E a cada vez que eu fazia um filme ou uma peça, a resposta era maravilhosa. O José Luiz Villamarim e a Manuela Dias me convidaram de uma maneira tão linda que foi impossível recusar.

Glamurama: Como você definiria a Lurdes?

Regina Casé: Se eu tiver que definir a Lurdes em uma palavra eu diria coragem. Ela é uma mulher inteligente e que tem uma afetividade constante com os filhos. E, apesar da vida ter sido tão dura com ela, tem um ótimo senso de humor. Ela não é indefesa, nem sofrida. É uma personagem linda!

Glamurama: O que você pode falar da busca dela pelo filho perdido?

Regina Casé: Cada problema que surge, ela não pensa um segundo. Ela cai para dentro para resolver. Quando ela descobriu que o Domênico foi vendido, ela pegou os outros filhos e veio embora para o Rio de Janeiro. E a única informação que ela sabia era que a mulher se chamava Kátia. Ela não descansa um segundo dessa busca.

Glamurama: Como é a relação dela com os filhos?

Regina Casé: O Magno é o mais velho e sabe tudo que aconteceu antes de partirem para o Rio, o que aproxima os dois. Eles são muito amigos. O Ryan é o artista da casa, é sensível, carinhoso e protetor. A Érica é a filha que mais entra em conflito com a mãe, mas as duas se amam muito também. Já Camila tem uma ligação muito grande com ela. Quando Lurdes a encontra, aquele amor se dá instantaneamente.

 


03 Set 2019

Conheça o CISVIVER, núcleo de saúde voltado para a medicina preventiva

Qualidade de vida a seu tempo. Essa é a filosofia que norteia a atuação do CISVIVER, núcleo de saúde voltado para a medicina preventiva, que há três anos desenvolve um trabalho integrado, por meio de um ciclo de três fases: check-up, reequilíbrio e longevidade. Com sede no Costa Azul, o núcleo conta com estrutura física completa para atender os pacientes nas mais diversas especialidades médicas, programas de reequilíbrio, exames e procedimentos. O Alô Alô Bahia bateu um papo com a Dra. Thais Aguiar do Nascimento, Diretora Técnica da unidade, para entender um pouco da metodologia de gestão de saúde que é o grande diferencial da instituição. Confira!
 
Nos conte um pouco sobre o trabalho desenvolvido pelo CISVIVER e há quanto tempo atuam no mercado. Quais os diferenciais de contratar os serviços da empresa?

O CISVIVER é um núcleo de saúde voltado para a medicina preventiva. Nós entendemos que o ser humano é formado por 14 sistemas funcionais e, a partir daí, desenvolvemos uma forma de demonstrar para o nosso cliente que esse sistema precisa ser mantido.  Estamos no mercado com a ideia de tentar otimizar o tempo do nosso cliente, entregando-o no período de seis horas – para consultas médicas e paramédicas que incluem exames laboratoriais, de imagem, ultrassonográficos, raio-x, odontologia, nutrição, oftalmologia cardiologia, urologia, ginecologia e exames cardiológicos.  Após 15 dias, o cliente retornará ao CISVIVER para a apresentação do relatório conclusivo do check-up, quando será apresentado pelo médico o diagnóstico integrado, além de uma sugestão de produto ou programa para o reequilíbrio dos seus sistemas funcionais.

Qual a importância da realização do check-up e como ele é realizado no CISVIVER?

Nosso principal diferencial é a questão do tempo, devido à rotina cada vez mais agitada das pessoas. Nós temos o Centro de Gestão da Saúde que vai sinalizar ao cliente o que deve ser feito e gerenciar que esse protocolo seja cumprido de acordo com a orientação dos médicos. Esse grupo de apoio não só cria o banco de dados interno, como acompanha a saúde do cliente periodicamente. A ideia de fazer o atendimento em um único turno  é economizar tempo e garantir que todos os exames e consultas sejam realizados. A nossa preocupação é que realmente o cliente alcance o mais rápido possível o estado de equilíbrio da sua saúde.
 
Do ponto de vista empresarial, o check-up médico é estratégico para as corporações?

Eu diria que sim. Além da preocupação legal, a empresa entende que funcionário com saúde, é aquele que trabalha bem e para isso ele não se afasta das suas atividades, ele se mantém produtivo.  O CISVIVER atua de duas formas: prestando serviço para as empresas in company, ou realizando os exames no próprio núcleo. A nossa filosofia não é fazer um exame exclusivamente por exigência jurídica. A nossa preocupação é que os exames sejam de qualidade e realmente sinalizem se o funcionário tem algum problema. Essa pratica é muito produtiva para a empresa, porque ela passa a ter funcionários saudáveis e com capacidade laborativa muito maior. Após um ano desse mapeamento, apresentamos para a empresa um painel, com o percentual das doenças mais prevalentes, demonstrando os índices de hipertensão, obesidade, diabetes, dentre outros, com as respectivas sugestões de programas a serem implantados pela empresa.
 
 
Qual o procedimento da clínica quando o paciente encontra fatores de risco à saúde? Nos conte como é feito esse acompanhamento.

Nós não fugimos da medicina clássica. O CISVIVER mantém uma equipe médica completa com plena capacidade de exercer a medicina tradicional, oferecendo programas de qualificação da saúde que identificam o problema do cliente para direcioná-lo ao tratamento adequado. Paralelo ao check-up, nosso núcleo de saúde realiza consultas avulsas, com especialistas nas mais diversas áreas, como tratamento odontológico, psicológico, oftalmológico, etc.  Todas as áreas que oferecemos no check-up, temos o tratamento em sequência. O principal dessa interação é que os médicos se comunicam, o que nos dá a liberdade de ter discussões multidisciplinares, onde estabelecemos metas e condutas para tornar o trabalho ainda mais eficaz.
 
Como as empresas podem apoiar os seus colaboradores a desenvolver um estilo de vida saudável? Isso também vale para a comunidade em geral. Quais os hábitos consideram fundamentais para ter qualidade de vida?

O tripé para uma boa saúde é dormir bem, comer bem e praticar atividades físicas.  Precisamos nos perguntar o que estamos fazendo com nós mesmos. Não há prioridade maior, nem bem maior, do que a nossa saúde. O segredo é olhar para si e trabalhar a mente para entender que, mesmo com todos os problemas, precisamos impedir que o alto nível de stress afete a nossa saúde. 
 
Como é possível agendar um atendimento no CISVIVER?

Para o atendimento empresarial, o contato é mantido pela empresa através dos seus RHs, diretamente com o nosso setor comercial. Já para o atendimento individual, qualquer pessoa pode frequentar o núcleo, tanto para exames avulsos, quanto para o check-up. As marcações podem ser feitas através da nossa central de atendimento (71) 3505-6500 ou comercial@cisviver.com.br, para atendimentos por convênio ou particulares.
 
 
 
 
SERVIÇO:
Telefones: (71) 3505.6500
                   (71) 99128.1713
contato@cisviver.com.br
SEG - SEX: 07h00 às 18h00
SABADO: 07h00 às 13h00
R. Adelaide Fernandes da Costa, 700, Costa Azul - Salvador/BA
CEP 41760-040

Foto: Divulgação. Siga o insta @sitealoalobahia.
 

03 Set 2019

“Bruno Reis vem se colocando como candidato natural”, diz Alan Sanches

A entrevista foi publicada na edição de agosto do jornal “ Alô Alô Horto”
 
Vice-líder da oposição na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Alan Sanches (DEM) é morador do Horto Florestal e não esconde o gosto pelo bairro. Médico especialista em ortopedia, Sanches já foi vereador de Salvador e está agora em seu terceiro mandato de deputado estadual, tendo a saúde como uma de suas principais bandeiras. Nesta entrevista ao Alô Alô, Alan fala sobre como é morar no Horto, destaca o crescimento do bairro, aborda sua posição enquanto deputado de oposição ao governador Rui Costa (PT) e faz uma análise da política estadual, enfatizando que Bruno Reis (DEM) é o candidato natural do grupo para suceder o prefeito ACM Neto (DEM) nas eleições do próximo ano.
 
Alô Alô Horto: Como é morar no Horto Florestal? 
 
Alan Sanches: Morar no Horto é extremamente tranquilo. Já tivemos problemas com a insegurança, mas depois que todos os condomínios se juntaram numa associação para inserir uma segurança privada no bairro, somada à patrulha normal da polícia, temos uma sensação de segurança muito maior. Geograficamente, o Horto é muito bem localizado, com possibilidades de entrar e sair por várias vias, através de avenidas como a Vasco da Gama, Lucaia, Brotas. Isso é muito importante.
 
AAH: Como o senhor vê esse crescimento do Horto nos últimos anos, sempre com novos empreendimentos? Atribui isso ao novo momento da cidade?
 
AS: Por ser um bairro nobre, já se cria expectativa na própria sociedade. A prefeitura criou um ambiente favorável para essas construções em bairros como o Horto. É um bairro extremamente residencial e bem frequentado, e por isso acredito que tenha valorização dos imóveis e pessoas desejando, procurando e buscando residir no Horto.
 
AAH: O senhor tem adotado um tom mais crítico na oposição ao governador Rui Costa. Qual a principal crítica à gestão dele?
 
AS: Eu acho que a principal crítica é que o governo Rui Costa é limitado. É um governo que falta criatividade, já que a Bahia poderia estar melhor localizada no cenário nacional. Temos um problema crônico na saúde, a chamada regulação, que continua que continua sendo chamada de regulação da morte. O paciente já acha que dali não vai escapar. A segurança também é um fator que nos preocupa. Precisamos criar novas estratégias para proporcionar mais segurança para o povo da Bahia. Na educação, tivemos um dos piores Idebs do país e isso se deve à falta de investimento e planejamento. É um governo que tem que nota C na capacidade de pagamento, não consegue realizar empréstimo com o aval da União.
 
AAH: O que esperar das eleições do próximo ano? Vê Bruno Reis como favorito?
 
AS: Acredito que Bruno vem se colocando como candidato natural. Se Neto tivesse sido candidato ao governo, Bruno já teria assumido. Ele vem fazendo um bom trabalho, que naturalmente já o credencia. Primeiro por ocupar a cadeira de vice e segundo porque o trabalho que vem desempenhando - já foi secretário de Ação Social e hoje é de Infraestrutura. É um homem político extremamente articulado e trabalhador, conhece muito o perfil do nosso grupo. O que precisamos é uma continuação do trabalho de avanço da nossa capital. Bruno está capacitado para ser esse homem. Vejo como candidato potencial favorito, mas como a eleição só se ganha no dia, ele vem construindo as condições favoráveis para ter êxito e ser o prefeito da cidade em 2020.
 
AAH: O prefeito ACM Neto já disse que vai rodar o interior nas eleições em 2020. Acredita que esse protagonismo de Neto pode ajudar a eleger candidatos de oposição a Rui?
 
AS: A partir do momento que tivermos um candidato forte, como ACM Neto, em 2022, haverá o crescimento da oposição. Podemos não ser oposição e nos tornarmos situação, caso Neto se já eleito, e essa é a expectativa de todos os baianos. Depois de 16 anos de governo do PT, por melhor que avaliem, o partido entra em fadiga e a população vai querer algo a mais. O PT deu sua contribuição e agora tem que pegar seu chapéu e fazer oposição a nós. Quem poderá dar uma contribuição muito maior, com muito mais criatividade, força de vontade e inovação, é ACM Neto.
 
AAH: Qual o plano político de Alan Sanches? O senhor pretende ir para o Congresso? E disputar uma prefeitura? O senhor tem uma base boa em Santo Antônio de Jesus...
 
AS: Inicialmente, para 2020 temos um projeto de fortalecer nosso candidato a prefeito, que provavelmente será Bruno Reis. Queremos potencializar essa força em Bruno, ajudar nossos candidatos a vereadores e prefeitos pelo interior para chegarmos fortes em 2022. A partir daí, começaremos a realizar uma série de planejamentos que passam por ACM Neto e Bruno Reis. Mesmo assim, é cedo para fazer programação, já que o que queremos é trabalhar mais pela população. É o povo que vai declarar seu desejo, ele é que vai nos colocar onde quer representação, seja na Câmara Federal ou Parlamento estadual.
 
AAH: E quanto ao seu mandato, algum projeto mais encorpado que pretende apresentar?
 
AS: Eu tenho alguns projetos colocados em pauta e em tramitação. Um dos que considero mais importantes faz referência à evolução na programação das cirurgias eletivas. Elas são cirurgias marcadas, programadas, que podem esperar. Mesmo assim, atualmente não existe programação pelo governo, que não organiza onde e quando as cirurgias serão feitas. Nosso projeto é que exista uma lista única desses procedimentos, como ocorre com os transplantes de órgãos.
 
Foto: Alô Alô Bahia. Siga o insta @sitealoalobahia.
 

28 Ago 2019

Geff Ruas: consultorias de sucesso para grandes marcas

Goiano de nascimento e carioca de coração.
 
Assim é Geff Ruas, consultor no segmento de bares, restaurantes e hotéis que tem ganhado relevante projeção no mercado nacional.
 
O executivo, que chegou há duas décadas na capital fluminense, começou a carreira profissional na moda. Mas foi no Bar D’Hotel do extinto Marina Suites, que Ruas despontou de ajudante de garçom para uma carreira brilhante. Esbanjando elegância e muita descrição, ele caiu nas graças de clientes famosos e outros nem tanto. Prestou consultoria no Quadrucci, Sushi Leblon, Grupo Rubayat e recentemente comanda uma renovação no restaurante asiático MEE do icônico Copacabana Palace .
 
Em meio a ligações com pedidos especiais de clientes, planejamento de eventos e estratégias, Geff conversou com o Alô Alô Bahia à beira da piscina do Copa:
 
Alô Alô - Você é nacionalmente conhecido pelo trabalho de consultoria com grandes grupos e marcas ligadas à gastronomia. Naturalmente acompanhamos todos os dias a abertura e o fechamento de estabelecimentos. Qual a fórmula para a construção e manutenção de uma marca sólida e de sucesso nessa área?
 
Geff - Acho que sensibilidade, verdade, paixão e conectividade. Conectividade no sentido de estar ciente do que acontece no mercado, no mundo. Você não pode se colocar numa bolha, só porque o seu estabelecimento está lotado, dispensando clientes. É preciso se incomodar. Sempre trazer coisas novas, se renovar. Quando um prato é apresentado no menu, aquilo representa uma construção, uma harmonização de ingredientes quase perfeita que é fruto de uma pesquisa, de testes. Desde a iluminação do restaurante, passando pela escolha dos uniformes, ao treinamento da equipe, tudo é pensado de modo que o resultado final seja uma experiência. Para que o cliente entenda isso é necessário uma intimidade. E a alma brasileira, se bem empregada no atendimento, tende a facilitar o estreitamento desses laços. E isso é um grande diferencial na consolidação de uma marca.
 
Alô Alô - Recentemente, acompanhamos “a aventura” de algumas consolidadas labels do segmento de restaurantes, no mercado internacional. Você foi o responsável pela imagem do Grupo Rubayat e viajou o mundo pelas unidades da marca. Qual a principal diferença do cliente brasileiro para o estrangeiro? A expansão internacional é algo possível para restaurantes brasileiros de sucesso?
 
Geff - Depois de 11 anos no Sushi Leblon, eu senti uma necessidade de expansão na minha vida profissional, o que me levou ao Grupo Rubayat. Lá, após alguns cases de sucesso, eu assumi a gerência de conceito do grupo o que me levou ao México, Espanha, Chile, passando por São Paulo, Brasília, Minas Gerais e é claro Rio de Janeiro. Mas o fato é que as marcas brasileiras do segmento de restauração lá fora fazem um baita sucesso, quando juntam as nossas principais qualidades empreendedoras: profissionalismo, bossa, garra e personalidade. A gente sabe encantar de uma forma que ninguém sabe fazer igual. O nosso acolhimento aliado à nova gastronomia e coquetelaria brasileiras são imbatíveis lá fora. Mas é preciso levar essa identidade na bagagem e não simplesmente vender um formato que imite,  que seja um arremedo grosseiro com fins meramente comerciais.
 
Alô Alô - Há poucos meses, você presta consultoria ao MEE, restaurante asiático do Copacabana Palace Hotel, no Rio de Janeiro, que possui 1 Estrela Michelin. O que vem por aí?
 
Geff - Em primeira mão pra vocês, eu conto quem além do MEE, o meu trabalho vai se estender também ao restaurante Pérgula. Estou muito feliz e animado com essa nova fase. É um prazer trabalhar com essa maravilhosa equipe comandada pela Andrea Natal. Vem bastante coisa bacana. É tempo de realizar. E prometo que vou contando a medida que for acontecendo.
 
Alô Alô - É sabido que todo o trabalho de consultoria, se baseia em estudo e análise de mercado, mas também em Benchmarking que é um processo de comparação de produtos, serviços e práticas empresariais. Você viaja muito? Visita a concorrência? Que critérios norteiam a sua pesquisa?
 
Geff - De fato, o mercado da restauração é bem comparativo. As viagens, pesquisas são praticamente dever de casa, parte do cotidiano. Também conto com grandes parceiros e conselheiros, como Andrea Dellal, Lenny Niemayer, Patrícia Vieira e Andrea Natal, que trazem um olhar refinado em momentos oportunos. No geral eu adoro buscar, sou uma pessoa muito inquieta. Passei dois anos inteiros me hospedando em hotéis, verificando serviços, produtos só para efeitos comparativos de mercado. 
 
Alô Alô - O que não pode faltar num restaurante de sucesso?
 
Geff - Essa é uma área que demanda muito amor e dedicação. Não só dos patrões, mas também dos funcionários e até fornecedores. O aprimoramento é infindável, seja através de qualificações, cursos e tudo mais que possa agregar em termos qualitativos para a equipe. E nem sempre isso é sinônimo de sofisticação. Tenho observado a busca das pessoas por experiências mais aconchegantes, inimistas e acolhedoras. Me parece que aquela atmosfera opressora dos restaurantes sofisticados de antigamente está sendo menos buscada. 
 
Alô Alô - E qual a marca, o toque especial, dos restaurantes administrados por você?
 
Geff - Sou de uma família vinda da terra, simples. Cresci e fui criado com o cheiro da comida da mamãe e com o seu cuidado e carinho em receber pessoas. O meu trabalho é fruto das experiências  e ensinamentos que as pessoas trouxeram para a minha vida. Eu faço com amor, carinho. Eu sofro. Me entrego de corpo e alma.  Gosto muito do simples, do que é acolhedor.  Essa, talvez, seja a minha marca.
 
Foto: Acervo Pessoal.Siga o insta @sitealoalobahia

28 Ago 2019

Alô Alô Bahia entrevista Rafael e Tito Guimarães Lima

Especialistas da Clínica Guimarães Lima, localizada em Salvador, os doutores Rafael e Tito Guimarães Lima conversaram com o Alô Alô Bahia sobre a técnica dos implantes dentários e tiraram todas as dúvidas sobre os cuidados ao realizar este procedimento e como garantir uma boa saúde bucal. Vem ver!

Alô Alô Bahia: Como funciona a técnica do implante dentário?

Guimarães Lima: Por meio da osseointegração, parafusos de titânio são fixados na mandíbula ou na maxila do paciente, servindo de suporte para coroas dentárias e próteses totais tipo protocolo, promovendo a reabilitação oral e oferecendo maior estabilidade, estética do sorriso e da face. O procedimento é totalmente indolor porque, além da anestesia local, ele também é realizado sob sedação inalatória com óxido nitroso ou com sedação venosa, ministrada por anestesista.

Alô Alô Bahia: Quais são os materiais utilizados na confecção das próteses?

Guimarães Lima: As próteses podem ser confeccionadas em cerâmica ou resina, que são materiais de aspecto muito semelhante à dentição original do indivíduo, favorecendo a composição de um visual mais natural e harmonizado.

Alô Alô Bahia: Em quais casos os(as) pacientes devem optar por essa técnica?

Guimarães Lima: Os implantes dentários são indicados para pacientes que possuem um ou mais dentes faltando. Não há qualquer contra-indicação absoluta, podendo ser realizado inclusive em pacientes da terceira idade, desde que tenha sua saúde em dia.

Alô Alô Bahia: Quais são os cuidados que os(as) pacientes devem ter após realizar este procedimento?

Guimarães Lima: Os(as) pacientes devem seguir as orientações pós-operatórias passadas pelo(a) cirurgião(ã), como ter uma alimentação líquida fria ou gelada por 24 horas e depois pastosa por 5 a 7 dias após o procedimento. Além disso, pôr gelo sobre a área operada por 24 horas e evitar atividades físicas por uma semana.

Alô Alô Bahia: Quais são as principais vantagens dos implantes dentários para a qualidade de vida dos(as) pacientes?

Guimarães Lima: Além de confiança para falar, sorrir e mastigar, este tratamento também proporciona ganhos à autoestima e sensação de bem-estar com a própria imagem.

Alô Alô Bahia: Quais são as principais recomendações para quem busca ter uma boa saúde bucal?

Guimarães Lima: Fazer uma consulta odontológica pelo menos 2 vezes por ano para manutenção da higiene bucal e para avaliar se há alguma alteração que justifique tratamento, evitando que piore depois.

 

21 Ago 2019

Alô Alô Bahia entrevista a escritora baiana Telma Brites

Baiana radicada na Europa, a escritora Telma Brites lança ao público a sua mais nova obra, inspirada na mitologia grega, “Gaia – O Templo Esquecido”. Morando na Alemanha há 17 anos, Telma está em Salvador nesta semana, onde promoverá amanhã (22), na Livraria Leitura do Shopping Bela Vista, uma sessão de autógrafos. Em conversa com o Alô Alô Bahia, ela conta mais detalhes sobre o seu novo trabalho e da sua experiência internacional. Vem saber!


Alô Alô Bahia: O que te motivou a ser escritora?

Telma Brites: Os livros fizeram parte da minha vida desde criança. Sob a influência da minha mãe, pedagoga, e do meu irmão mais velho, que não largava livros, desenvolvi hábitos de ter sempre um livro perto e sonhar com ele. Andar por caminhos imaginários cheios de romance, aventura e mistério. Cresci tendo o sonho de um dia passar as fantasias que dominavam, constantemente, a minha mente para o papel. Comecei um livro aos 13-14 anos, que foi perdido com o tempo e os deslocamentos. Na França, a inspiração me levou para o mundo da poesia e só na Alemanha consegui ter a coragem de realizar o antigo sonho que foi o de escrever um livro. Assim nasceu o volume 1 ‘Gaia – A Roda da Vida’.

 
Alô Alô Bahia: Quais são os principais aprendizados profissionais que a experiência na Europa te trouxe?

Telma Brites: Na França, fui inicialmente autodidata na arte de ensinar português. Ao longo do tempo, fui me formando e trabalhando como professora nos colégios até o momento de me sentir motivada e segura para passar o CAPES - Certificat d’Aptitude au Professorat de l’Enseignement du Segund degré, diploma de ritualização, para lecionar língua portuguesa até o segundo grau. A França me ajudou a confiar mais em mim e no meu potencial, a descobrir capacidades que até então eu desconhecia. E na Alemanha não foi o contrário. Como nas escolas não se ensina o português, comecei a fazer o que sempre gostei e já fazia como amadora, aqui no Brasil. A arte de representar. Fiz teatro em português e em alemão, mesmo que a língua alemã não fosse o meu ponto forte. Interpretei pequenos papeis em curtos filmes para estudantes universitários e na televisão. Com a cara e a coragem e o coração em prantos, enfrentei os meus medos e decidi conquistar meu espaço em uma cultura diferente. Então, na procura de me reencontrar enquanto ser, mulher, mãe eu aprendi recomeçar e reaprender o que já conhecia e o novo também.

 
Alô Alô Bahia: Como surgiu o interesse em trabalhar com a mitologia grega?

Telma Brites: Gosto muito de mitologia. Sempre acompanhei os livros e os filmes com temas mitológicos e fantasia com os meus filhos, desde o mais velho, hoje com 28 anos, até a minha caçula, 16 anos. Lia livros com este tema, ficava impressionada como a mitologia está tão incrustrada “disfarçadamente” na nossa sociedade, por exemplo, a palavra cronológica vem do deus Cronos; pânico vem do deus Pan e assim por diante. Este mundo sempre me fascinou. Então, pesquisei para aprender mais do que eu sabia e poder escrever os livros ‘Gaia – A Roda da Vida’ e ‘Gaia – O Templo esquecido’, que têm como pano de fundo a mitologia grega.
 

Alô Alô Bahia: Quais são as expectativas com a sua nova obra “Gaia – O Templo Esquecido”? O que o público pode esperar dessa história?

Telma Brites: ‘Gaia – O  Templo Esquecido’ é o seguimento de ‘Gaia - A roda da vida’. O primeiro é o confronto da personagem principal em aceitar os desígnios que o universo colocou nas suas mãos, por via de uma profecia onde ela vai crescer e amadurecer, enfrentar os seus medos e anseios, encontrar o amor. O segundo 'Gaia o Templo Esquecido' é a procura de si mesma, é o encontro com a separação, com a solidão para a partir daí aprender a se desprender da carga do passado e das expectativas do futuro, e viver somente o aqui e agora. Assim, o segundo livro da trilogia esclarece o leitor, fechando os vários pontos deixados abertos e levando-o a refletir sobre nossa real natureza.
 

Alô Alô Bahia: A inspiração para a sua nova obra surgiu quando você estava de férias em Creta, na Grécia. Comente um pouco mais sobre essa viagem.

Telma Brites: Creta é uma ilha maravilhosa e a morada de Zeus enquanto criança. Então, a energia dessa terra flora por todos os lados. Foi assim que, terminada as férias, parei para meditar em agradecimento aos maravilhosos momentos passados lá. Faltavam algumas horas para o ônibus nos levar ao aeroporto e, então, vi o que já tinha visto e nunca enxergado, um monte rochoso alongado que naquele momento me pareceu um gigante adormecido com as mãos cruzadas no peito. Ficava ao lado da pequena montanha onde estava o hotel. E foi aí que o gigante adormecido em mim acordou transbordando minha imaginação e me trazendo a história da minha Gaia, que na Original é a própria terra, a mãe terra da mitologia.

 
Alô Alô Bahia: Quais são as suas principais fontes de inspiração para escrever? Como funciona o seu processo criativo?

Telma Brites: Eu escrevo a partir da minha própria vivência e das experiência do cotidiano, o que vejo, o que como, os lugares que ando, por ex. a cidade de Colônia, Sechtem, cidades alemãs que já morei ou moro. As partes “realidades” do livro são autênticas, nada é imaginado. ‘Gaia - A Roda da Vida’ e ‘Gaia - O Templo Esquecido' só conseguia escrever nos Cafés de Colônia e Bonn (cidades alemãs). O murmurinho de vozes misturado com a música de fundo, me faz entrar em um casulo onde só existe eu com meu coração e minha mente e o computador. Já o volume 3, ‘Gaia - A Cidade da Luz’, que já está na fase de revisão e será lançado antes do Natal, eu só consegui escrever em casa pois necessitou de muita pesquisa.
 

03 Ago 2019

O empresário Rodrigo Pithon explica porque tem apostado na região do Morro Ipiranga

Em entrevista ao Alô Alô Bahia, Rodrigo Pithon, um dos sócios do Office Morro Ipiranga, empresarial lançado recentemente na Barra, explica detalhes do empreendimento, comenta a atual situação do mercado imobiliário em Salvador e fala sobre os lançamentos futuros do grupo.  

Alô Alô Bahia: Qual a atual situação do mercado imobiliário corporativo em Salvador?
Rodrigo Pithon: 
O mercado imobiliário corporativo em Salvador sempre teve sua oferta de produtos muito concentrada em uma região específica da cidade. Os empreendimentos comerciais que foram desenvolvidos ao longo dos últimos anos se concentraram na região da Avenida Tancredo Neves, Iguatemi, Stiep e Magalhães Neto. Essa região acabou sendo entendida como o novo centro comercial e empresarial da cidade. Os lançamentos mais recentes foram poucos e muito pontuais. Entendemos que um novo ciclo de lançamentos vai acontecer e o Office Morro Ipiranga vem como uma grande oportunidade iniciando esse ciclo.

Alô Alô Bahia: Por que escolher a região do Morro Ipiranga?
Rodrigo Pithon: 
Como os lançamentos empresariais nos últimos anos se concentraram em uma única região, percebemos que outras regiões da cidade ficaram esquecidas para esse tipo de produto, não havendo qualquer nova oferta. Passamos a buscar terrenos nos bairros de Ondina, Graça, Barra, Chame-Chame e Morro Ipiranga, de forma a desenvolver um produto que atendesse a grande demanda que esses bairros tem por um novo empreendimento empresarial, onde o conceito dos grandes centros urbanos pudesse ser atendido, qual seja: residir, trabalhar e se entreter em uma mesma região, reduzindo, sobretudo, o trânsito e evitando grandes deslocamentos.

Alô Alô Bahia: O que o Office Morro do Ipiranga tem de atrativo?
Rodrigo Pithon: 
O Office Morro Ipiranga tem alguns atrativos. Em primeiro lugar a localização pois ele fica logo na entrada do Morro Ipiranga e tem um acesso muito fácil. Em segundo lugar, desenvolvemos junto com nosso arquiteto Jose Marcelino salas com tamanhos de 28m² a 53m² e que permitem layouts variados. Temos a opção da laje corporativa com um tamanho de aproximadamente 150m² e que atende a muitas empresas pois é comercialmente viável do ponto de vista do investimento. Além disso, o Office Morro Ipiranga tem vagas para visitantes, algo muito requisitado pelos proprietários de salas em empreendimentos comerciais.

Alô Alô Bahia: Quais as empresas responsáveis pelo empreendimento?
Rodrigo Pithon: 
A realização do empreendimento é feita por um grupo de investidores que tem como principal sócio a GPE Participações e Empreendimentos. Ela desenvolveu diversos empreendimentos imobiliários em Salvador e em outros estados como São Paulo. São exemplos os prédios Luz da Manhã e Sol da Manhã na Pituba, Torre do Atlântico e Varandas Alto do Itaigara no Itaigara, Bahia Bela no Rio Vermelho e Port Saint Marine em Stella Mares. Por isso tem bastante experiência no desenvolvimento de projetos desse porte. A construção será realizada pela AS Engenharia. Ela tem bastante experiência na área de construção civil e tem em seu portfolio clientes de porte relevante no mercado como Siemens, Vale, Via Bahia, Coelba, Ministério Público Federal, Justiça Federal, Tribunal de Justiça da Bahia dentre outras. As empresas responsáveis pelo Office Morro Ipiranga tem experiência no mercado imobiliário, no setor da construção e com esse produto oferecem ao mercado um empreendimento com alta qualidade aos seus clientes.



Alô Alô Bahia: Em que o Office Morro do Ipiranga é inovador?
Rodrigo Pithon: 
A grande inovação que o Office Morro Ipiranga traz é ser o mais novo empreendimento comercial em uma região tradicional da cidade e que está carente desse tipo de produto nos últimos anos. São apenas 40 salas e 03 lojas a disposição de um mercado com alta demanda. O morador de bairros como Barra, Ondina, Graça, Chame-Chame tem a oportunidade de trabalhar perto de casa, sem ter os transtornos de um transito pesado e que absorve o tempo de todos. É ter o privilegio de poder almoçar em casa com a família por exemplo, algo que quem mora nesses bairros e trabalha nos empresariais da Avenida Tancredo Neves tem muita dificuldade de fazer. O Office Morro Ipiranga é inovador quando oferece a oportunidade de levar mais qualidade de vida para os moradores dessa região da cidade.

Alô Alô Bahia: Como tem sido a procura pelas unidades do empreendimento?
Rodrigo Pithon: 
A procura tem sido muito interessante e temos apresentado o empreendimento a clientes que tem interesse de usar as salas para seus ramos de atividade e a investidores que tem como objetivo ter um retorno financeiro quando o empreendimento estiver pronto. O Office Morro Ipiranga tem o formato de sistema de condomínio e por isso as unidades são ofertadas a preço de custo. Com isso o Office está sendo procurado por diversos perfis de clientes.

Alô Alô Bahia: Qual o status da obra hoje?
Rodrigo Pithon: 
Nós resolvemos adiantar o inicio das obras executando as fases de demolição, contenção e terraplenagem. Essas fases estão praticamente concluídas. Todo o orçamento da obra está concluído e detalhado e isso é fundamental em uma obra de sistema de condomínio. Isso traz segurança aos adquirentes. Para demonstrar o nosso compromisso junto ao orçamento, assumiremos o custo que ultrapassar 15% do orçamento da obra. Além disso, todos os projetos foram desenvolvidos no sistema BIM, que permite uma obra com alta qualidade técnica e eficiente controle financeiro. Isso é algo totalmente inovador no nosso mercado local e buscamos com isso que o Office Morro Ipiranga seja um absoluto sucesso.  

Alô Alô Bahia: Qual a expectativa de vocês com o Office Morro Ipiranga?
Rodrigo Pithon: 
A nossa expectativa é entregar um empreendimento de qualidade, tendo compromisso com o orçamento e com o prazo assumido junto aos clientes. Entendemos que o mercado imobiliário local precisa se fortalecer com empreendimentos que tragam credibilidade junto aos clientes e investidores.Temos certeza que alcançaremos todos os objetivos com o Office Morro Ipiranga.

Alô Alô Bahia: Quais os próximos lançamentos do grupo?
Rodrigo Pithon: Nós já temos dois terrenos na cidade para próximos lançamentos e um grande projeto no Litoral Norte em uma área de aproximadamente 750.000,00m². É um bairro planejado com condomínios de casas, lotes e apartamentos. Em breve apresentaremos ao mercado.

Fotos: Reprodução. Siga o insta @sitealoalobahia.

31 Jul 2019

Alô Alô Bahia entrevista a bioconstrutora Monique Reis

Monique Reis é Engenheira Civil e Bioconstrutora com especialização em sistemas de instalações prediais. Trazendo a sustentabilidade em pauta, a sua atuação profissional visa contribuir para que o desenvolvimento proporcionado pela construção civil aconteça com o menor impacto negativo possível para o meio ambiente. Confira a entrevista:


Alô Alô Bahia: O que te despertou o interesse em trabalhar nesta área da bioconstrução?

Monique Reis: "O planeta entrou em déficit de recursos naturais em 1970. Desde então, a humanidade tem consumido mais do que o planeta consegue regenerar". Esse trecho foi retirado da G1, notícia que traz a sobrecarga da Terra, o planeta atingiu o esgotamento de recursos naturais no dia 29/07/19. Precisamos de 1,75 Terras para alimentarmos o nosso consumo. Se não começarmos a reeducação dos nossos hábitos e atitudes, a natureza nos mandará uma conta que não conseguiremos pagar. A bioconstrução é um dos nossos novos hábitos necessários. Nela, o respeito com os materiais necessários à construção são retirados de locais próximos e sem a tanta exploração. Existe o estudo da paisagem e do usuário, a sua moradia não é isolada de onde você vive. Tudo está integrado, o sistema é fechado. A energia que entra se multiplica, compostagem, saneamento ecológico, integração com animais, autoconstrução e respeito ao materiais da nossa Terra. Tudo isso me despertou.


Alô Alô Bahia: A bioconstrução é caracterizada pela utilização de técnicas e materiais mais sustentáveis. Como você enxerga o atual cenário desse mercado no Brasil e quais são as perspectivas de futuro? Este é um mercado acessível para grande parte da população?

Monique Reis: Na verdade, eu não enxergo como um produto para o mercado de trabalho. É também. Mas o que eu busco disseminar é o despertar que eu tive. Conheço casas que foram construídas por menos de 500 reais. Terra para construção retirada do local, telhas reaproveitadas de outra casa que foi demolida, estrutura do telhado feito da mata ao redor do terreno, fundação de pedra, sem nenhum cimento e por aí vai... no entanto, quantas pessoas você conhece que tem a sua própria casa? E não tem, por quê? Por falta de dinheiro... mas que confuso, talvez o que falta é o conhecimento ancestral onde a falta não existia. A bioconstrução é abundância e é isso que eu quero trazer, ensinar as pessoas a construir, pintar, se autonutrir. A natureza já nos dá tudo o que precisamos. O Brasil é muito rico, a natureza muito abundante, é muito cruel o que o "mercado de trabalho" apresenta como produto. Eu quero mais do que isso. A bioconstrução é difundida em todo o mundo, o Brasil ainda está atrasado nessa "descoberta", já é hora de despertar.


Alô Alô Bahia: Como a bioconstrução pode contribuir para que a construção civil minimize seu impacto negativo no meio ambiente, como o consumo dos recursos naturais e emissão dos gases de efeito estufa? Como ela pode ser aplicada de maneira prática na hora de uma pessoa pensar o seu projeto?

Monique Reis: A bioconstrução fará uma leitura da região da construção e buscará usar materiais de regiões próximas. Resultado, menos gases de efeito estufa. Utilizando o material do local, você retira dali o que é necessário para a sua construção e não para 500, 1000 unidades, ou até acabar todo o material natural daquele local. Então não existe a extinção da matéria-prima. Reduzimos os danos ambientais e usamos de forma mais respeitosa is nossos recursos. Seu lar se torna uma maneira de se integrar com o meio natural. Na hora do projeto, podemos pensar em tetos verdes para casas pequenas sem áreas de jardim, podemos pensar em curvas mais sinuosas, para quem não gosta de quadrados tão replicados na construção civil, podemos pensar em paredes integradas com móveis, para aproveitamento do espaço, tintas ecológicas... são muitas formas de aplicar.


Alô Alô Bahia: Qual é a importância e quais são as vantagens da bioconstrução para os agentes envolvidos (população, mercado, meio ambiente)?

Monique Reis: A bioconstrução é um conhecimento ancestral, as casas antigamente eram construídas com os materiais disponíveis naquela região. Então, a importância da bioconstrução está em nos reconectar com essa ancestralidade sábia, que usava a natureza como aliado às suas necessidades. Dentre as vantagens para a população, as casas funcionais, termicamente agradáveis independente da região de construção, inteligentes - aquecimento de água por meio de serpentinas, às vezes integradas ao fogão à lenha, fogueiras ou até por meio de aquecimento solar utilizando materiais de baixo custo. Existem também os tetos verdes para locais com pequenos espaços para jardins, dentre outras tantas... Para o mercado, a possibilidade de se reformular e se enquadrar à necessidade do Planeta Terra. Para o meio ambiente, a bioconstrução é uma esperança. Reduzimos os danos e utilizamos os recursos com sabedoria.


Alô Alô Bahia: Quais são os impactos na qualidade da construção com a utilização de técnicas e materiais mais sustentáveis?

Monique Reis: As técnicas da bioconstrução buscam utilizar o mínimo possível de materiais tóxicos, isso permite que crianças, jovens, homens e mulheres se relacionem de uma maneira mais efetiva e afetiva. A sua casa pode ser construída por você, independente da idade, sexo, gênero. Isso é muito lindo. Os relatos de pessoas que ajudaram, participaram da construção do seu lar são lindos, esse é um impacto muito importante. Além disso, utiliza-se também de muita arte em uma casa bioconstruída, paredes com garrafas coloridas, com vidros antigos de carro, gradis com correntes de bicicletas antigas, é um lugar de muita criação e muito pessoal. Cada casa é única.


Foto: Reprodução. Siga o insta @sitealoalobahia.
 

29 Jul 2019

Site Alô Alô Bahia entrevista Malu Fontes

Em tempos nos quais o jornalismo e a liberdade de imprensa são assuntos que estão bastante em voga, a jornalista e professora de jornalismo da UFBA, Malu Fontes, conversou com o Alô Alô Bahia sobre os atuais acontecimentos que estão em destaque no Brasil, democracia e o papel das redes sociais na sua vida profissional. Confira:


Alô Alô Bahia: Com os acontecimentos atuais relacionados às mensagens que têm sido divulgadas pelo The Intercept Brasil, muito se tem discutido sobre liberdade de imprensa e democracia. As opiniões têm sido bastante divergentes nesse sentido. Em sua opinião, de que forma o jornalismo pode contribuir para a democracia?

Malu Fontes: O jornalismo só serve para uma coisa, e se não cumprir seu papel nisso, algo tá errado e as pessoas passarão muito bem sem ele: contar, mostrar às pessoas, como os poderes constituídos, a arte, a cultura e a sociedade ao redor, a local e a global, estão se comportando. Como estão agindo e funcionando e como essas engrenagens provocam impacto na vida de quem lê o jornalismo. Se você lê algo jornalístico que não lhe diz nada sobre essas questões, para que ler? Por que ler?

Associar o jornalismo à democracia parece frase feita, bordão, mas não é. A função social do jornalismo não é nos contar que Maísa Silva foi à praia de biquíni ou que Anitta fez um curso para massagear testículos. É nos contar como quem detém os meios de poder está agindo para que nós, sabendo disso, possamos nos manifestar politicamente, fazendo escolhas sociais, éticas, políticas e eleitorais, demonstrando com nossas reações se concordamos ou não com a forma como as coisas à nossa volta estão funcionando. Conceitualmente, o nome disso é deliberação.

O jornalismo, em condições ideais de funcionamento, nos informa sobre o funcionamento do mundo para que nós possamos deliberar na esfera pública, nos posicionarmos como cidadãos. Tomamos decisões com base nas informações que temos. Quando o jornalismo erra, fracassa nisso, silencia ou adultera os fatos, a opinião pública é estimulada a tomar decisões que estão ancoradas em equívocos, desinformação ou manipulações.

Por outro lado, hoje, com a polarização política, é cada vez maior a quantidade de gente no mundo que não está interessada na verdade sobre nada, contada por jornalistas ou por quem quer que seja. O que se vulgarizou sob o termo fake news é a falsificação de informações, a fraude dos fatos, a circulação de informações mentirosas, construídas estrategicamente por grupo políticos, religiosos, morais e consumidas por equívoco, mas também por muita gente que não tem o menor interesse na versão objetiva ou real dos fatos. As pessoas hoje tendem a estar interessadas em suas próprias verdades. Os fatos não agradam nossas expectativas, nossos pensamentos desejosos? Então a gente adapta os fatos e condena/ataca o jornalismo que está cumprindo o seu papel social, nos casos em que está.
 

Alô Alô Bahia: Qual é o papel das redes sociais para o seu trabalho como jornalista e professora e quais você acredita que sejam os cuidados que o público precisa tomar para consumir e compartilhar de maneira responsável essa grande quantidade de informações que circula todos os dias?

Malu Fontes: As redes, para mim, pois cada um customiza as suas e as utiliza para o que quiser, como quiser, são uma espécie de baciada do mundo que contém de tudo um pouco. Sigo pessoas e páginas que adoro, que detesto, institucionais, de humor, de ídolos. No meu caso, são uma amostragem do mundo público e da vida privada de pessoas públicas e comuns. Me informam? Em alguma medida, sim. Mas não são minhas fontes primárias de informação. Faço uma espécie de curadoria e sempre coloco as informações que vejo antes, ali, sob o filtro dos meios formais de informação.

Não é verdade que fontes não profissionais de informação e que não nos cobram nada por isso vão nos informar completamente. Informar-se é fazer uma curadoria minimamente criteriosa do que nos chega e custa tempo e dinheiro. Não respeito jornalistas que não gastam dinheiro com assinatura de produtos, que não leem. Mas eu não sou parâmetro. Faço isso por obrigação e por vício profissional. Não sou blogueira e não pago contas com likes ou compartilhamentos. Rede social é ponto de partida para refletir sobre as coisas, inclusive sobre o que postamos e sobre nossos próprios equívocos.

 
Alô Alô Bahia: Profissionais como o Paulo Henrique Amorim e Ricardo Boechat faleceram este ano, causando uma comoção muito grande nas pessoas que acompanhavam o trabalho de ambos. Quais você acredita que foram as principais contribuições deles para o jornalismo brasileiro?

Malu Fontes: Nas bolhas em que vivemos, envoltos em super camadas de informação, a maioria inútil, rasa e mal construída, há um contingente de pessoas, da audiência do jornalismo, em busca de bússolas informativas. E, paradoxalmente, o que temos em excesso são manadas, hienas anódinas nos berrando coisas que não despertam atenção, tesão, interesse em que, de fato, quer se informar. E o jornalismo está cheio de discursos beges, bonitinhos ou engraçadinhos. Pessoas poderiam amar ou odiar Boechat e Paulo Henrique, já que estamos falando dos dois. Ambos eram controversos, polêmicos, e agora estão mortos. O que eles tinham em comum e por que provocaram comoção para além das 24 horas de duração de uma stories? Porque não eram beges, davam a cara a tapa, pagavam a fatura de dizer coisas, inclusive acumulando processos judiciais. E não eram processados por pregarem achismos. Todo idiota acha tudo sobre tudo. Estamos falando de contexto, de informação, de repertório, de crítica contundente, de personalidade impressa no que se diz, de profissionais que apertam o botão da zona de conforto, se inscrevem todo dia na história do país, colocam dedos nas tomadas dos mais poderosos. E, obviamente, embora pareça clichê, estamos falando também de humor, sarcasmo, picardia, carisma. Esses são elementos da epiderme do jornalismo, que fazem toda a diferença, mas parecem estar em extinção. É saudável e revolvedor ler, ver e ouvir quem nos instiga, quem nos belisca e morde com palavras, mesmo que a gente discorde do que é dito. Não à toa, Reinaldo Azevedo vem hoje ocupando o lugar que ocupa. As pessoas podem discordar dele, mas ele está sentado sobre a segurança de saber do que fala. Alguém estremece um neurônio ouvindo a burocracia embolorada de um Alexandre Garcia, sobre o que quer que seja? É um agradador dos semelhantes, só isso. Uma voz que se deixou fixar voluntariamente numa estação tediosa da história. Seu público embolorou junto e não tem expectativas quanto a nada solar vindo dele. Sua audiência é a de quem teme o desconforto do contraditório.
 

Alô Alô Bahia: Você tem algum desejo profissional que ainda não realizou?
  
Malu Fontes: Quem não deseja, já morreu. Sou zero sonhadora, mas desejos são diferentes, de outra ordem dos sonhos. Sou bem obediente a desejos. Faço o que faço hoje por escolhas. Fiz trocas nem um pouco pragmáticas por absoluto desejo. Acho um privilégio luxuoso ter um trabalho que me obriga a ler de tudo, a folhear o mundo todos os dias, mesmo agora, quando as coisas andam meio eclipsadas no jornalismo, na universidade... Talvez meu desejo mais claro seja escrever com regularidade e escrever melhor. Mas sofro de deformações que emperram esse desejo: indisciplina, overdose de interesses e auto-boicote.
 

Alô Alô Bahia: Uma recomendação de filmes, música e livros para o público do Alô Alô Bahia.

Malu Fontes: Pode ser mais de uns, e só para hoje? Nunca iria para uma ilha deserta com uma escolha só...
 
Filmes:

Dor e Glória
Pedro Almodóvar/2019
 
Chame-me pelo seu nome
Luca Guadagnino/2017
 
Incêndios
Denis Villeneuve/2011
 
Livros:

Para agora, três livros óculos para compreender como estamos vivendo, no mundo, nas cidades, nas redes, dentro de casa:
 
Dentro do nevoeiro - Guilherme Wisnik
A casa no Brasil - Antônio Risério
Lugares distantes - Andrew Solomon
 
Canção:

Descomunal - Rael