Entrevistas


14 Out 2017

'Eu cheguei à alma das pessoas', diz Lenine em entrevista à TV Brasil

Com mais de 30 anos de carreira e 14 álbuns lançados, Lenine se define como um colecionador de palavras e revela que as raízes pernambucanas estão sempre presentes em seu trabalho. “A gente tem essa coisa no Nordeste com o repente e as diversas modalidades do repente, essa possibilidade de você ter a rima dentro da rima, dentro da rima. Então isso é muito fascinante. As palavras são 50% do meu trabalho”, disse no programa Conversa com Roseann Kennedy, que vai ao ar na próxima segunda-feira (16), às 21h30, na TV Brasil.

Ganhador de cinco prêmios Grammy Latino e nove Prêmios da Música Brasileira, Lenine é engajado em assuntos políticos e de cunho ambiental e diz que sente liberdade e independência para fazer sua própria leitura da história.

“Todas as minhas canções são crônicas. Todas as minhas canções são reportagens. A partir do meu olhar evidentemente. Então, isso tudo me dá a sensação de que eu estou, de alguma maneira, fazendo história, através do meu olhar. Eu fico achando que daqui a 100 anos alguém pegue um disco meu e consiga compreender um pouco como era o tempo onde eu vivia.”

Músico desde cedo
Ao relembrar o papel que a música ganhou desde cedo em sua vida, Lenine relata um episódio vivido na infância quando seu pai deu aos filhos o direito de escolher como se conectar com Deus. “A gente acompanhava a minha mãe à Igreja, ela ia à igreja todos os domingos, mas aos 8 anos de idade meu pai permitia aos filhos escolher que maneira se conectar com o divino. Ele dizia: 'Sua mãe prefere a igreja. Papai prefere a música. Vocês escolhem a partir de hoje.' Minha mãe perdeu todos os seus parceiros.” A partir daí, durante todo o tempo que durava a missa, a família ficava em casa ouvindo música. “Acho que isso foi a minha grande universidade, a minha grande escola de música, que era ouvir bastante.”

Sobre o atual momento vivido no Brasil e no mundo, Lenine diz ter esperanças de que as pessoas aprendam com os próprios erros. “Eu acho que a humanidade está precisando aumentar a turma do bem. Não é furo jornalístico as coisas que estão fazendo em benefício do ser humano. Só é furo jornalístico, o que dói, o que traumatiza, o que é morte. A gente está num momento com o país vivendo essa descrença generalizada, esse descrédito incrível entre os três Poderes. E isso dá uma angústia muito grande. Mas eu não sou desesperançoso, não. Acho que a gente tem possibilidade de aprender com os erros.”

Ferramenta de mudança
Lenine diz que percebe a música como um instrumento de transformação. “Eu procuro a cada dia melhorar como ser humano. E eu acho que melhorar significa ter paciência, ouvir o outro”, afirma. “Eu brinco dizendo que eu faço MPB - Música Planetária Brasileira. É tão bacana quanto compositor ver esse tipo de penetração, esse tipo de profundidade que a música me deu nas pessoas. Eu cheguei à alma das pessoas”.

Foto: Lucas Seixas/Divulgação. Siga o insta @sitealoalobahia

06 Out 2017

Alô Alô Bahia entrevista Malu Fontes

A jornalista e professora de jornalismo da Universidade Federal da Bahia, Malu Fontes, conversou por e-mail com o Alô Alô Bahia  nesta sexta-feira, 06, sobre os desafios da profissão, fake news e muito mais. Confere só!
 
 
 Qual foi o caminho que te levou a ser jornalista e professora universitária?
 
Nunca houve esse tal caminho. Na vida, se eu dei certo ou errado - só os outros podem julgar - foi por sorte ou azar. Tudo foi absolutamente acidental e sem planejamento. No entanto, fico feliz em notar que estou muito além das perspectivas que tinha na infância.
 
Por outro lado, o que me fez ter certeza, mesmo, de que queria ser jornalista, foi a curiosidade que tinha quando, já cursando jornalismo e medicina, frequentei por um tempo a sala de necropsia do Instituto Médico Legal Nina Rodrigues.

Já quanto a ser professora, foi uma opção natural, feita bem mais tarde, que me dá a oportunidade de ler coisas, investigar outras, ter contato com cabeças frescas, alimentar minha curiosidade e ainda sobreviver disso. Na minha vida, nada nunca foi planejado. Não tenho uma história de sonho e foco para contar. Cheguei até aqui com a vida me tangendo, feito gado.
 
Qual o maior desafio profissional que você já enfrentou/enfrenta?
 
Atualmente, acho que é convencer alunos da importância de investirem individualmente em sua formação intelectual. O outro é convencer as pessoas de que as coisas que eu escrevo ou falo não são ataques, críticas ou ofensas pessoais. Elas dizem respeito a fenômenos cotidianos da vida pública.
 
Quais são os valores que te guiam?
 
Meus maiores valores na vida são curiosidade e ironia. Risos. Estética também. Se não tiver um pinguinho de beleza, eu não gosto, não.
 
O que as fake news representam para os profissionais do jornalismo?
 
Representam uma ameaça grave para a reputação do campo, para a existência e sobrevivência da profissão. Esse movimento só se estancará quando o leitor aprender a avaliar e selecionar o que ler e em que acreditar. Mas isso vai de encontro ao movimento dos últimos anos, em que a tônica é ler menos, ler mais rápido e estar sempre cada um na sua bolha das redes sociais.
 
O que ainda te choca e o que ainda te entusiasma enquanto profissional da comunicação?
 
O que me choca é a falta de interesse de grande parte dos profissionais da área em construir uma sólida formação intelectual, social, política para escrever e opinar, já que é esse o nosso trabalho. O que me entusiasma é o prazer, como professora, de ver nascer, a cada semestre, alguns alunos brilhantes.
 
No seu trabalho você tece comentários e análises sobre diversos assuntos, sendo considerada, muitas vezes, uma pessoa polêmica. Qual é a responsabilidade e as consequências de falar o que se pensa em meios de grande repercussão?
 
A maior consequência disso é a minha consciência cotidiana de que só posso fazer isso por conta da liberdade intelectual e política que a Universidade me dá.
 
A sua profissão já lhe rendeu algum tipo de problema?
 
Vários. O maior deles foi virar personagem em grupos de WhatsApp da Polícia Militar da Bahia, quando fui uma espécie de meme, por conta de um texto que escrevi sobre a chacina do Cabula.
 
Se pudesse deixar apenas um ensinamento aos seus alunos, qual seria?
 
Não gosto de achar que aprendi o suficiente para dar ensinamentos. Mas se pudesse dar um conselho seria para que eles adotassem o hábito da leitura como uma devoção cotidiana. Para quem é jornalista ou quer ser, ler é mais importante que rezar.
 
Bate-bola
 
Salvador
Onde virei gente
 
Machismo
É uma patologia crônica e mata. Muito.
 
Deus
Cada um tem o seu.
 
Família
É raíz, mas você sempre pode escolher a sua.
 
Internet
A tradução do Aleph (do conto de Jorge Luis Borges).
 
Malu por Malu
Ai de mim se não fosse eu.
 
Foto: Reprodução. Siga o insta @sitealoalobahia.
 
 

02 Out 2017

‘Não quero agradar ninguém’, diz Ricardo Lísias, autor de livro com pseudônimo Eduardo Cunha

O escritor paulista Ricardo Lísias estará pela primeira vez na Bahia. Autor do polêmico livro Diário da Cadeia (2017), assinado com o pseudônimo Eduardo Cunha, ele participará da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), que acontece entre os dias 5 e 8 de outubro. Ele vai estar na mesa Intervenções, agitações e desvarios junto com a poetisa baiana Daniela Galdino nesta sexta (6), às 15h.

Vencedor dos prêmios Portugal Telecom de Literatura Brasileira e Melhor Romancista da Associação Paulista de Críticos de Arte (APCA), Lísias é conhecido pelo seu estilo literário ousado e polêmico que já o fez passar por várias saias justas. Com Diário da Cadeia, sátira que explora o universo da política brasileira, ele foi até alvo de um processo judicial. “O ex-deputado federal Eduardo Cunha tenta até agora por meios legais impedir a circulação do livro, pois se considera ofendido por ele. Na primeira instância ele não avisou à justiça que se tratava de um romance, levando a juíza a tomar uma decisão absurda, a de impedir a circulação do livro”, conta.

O autor considera que sofreu uma ação de litigância de má-fé por parte dos advogados de Cunha. O livro teve sua circulação proibida por quase um mês e foi liberado por tratar-se de uma ficção. “A justiça foi avisada que é uma obra de ficção, inclusive registrada assim, e o livro foi liberado para circulação e continua até hoje, tendo derrubado todos os recursos contra ele”, completa o autor. A sua intenção com a sátira é posicionar-se diante da situação do país e dizer aos políticos que o comportamento deles é inaceitável. “A minha decisão de que eu deveria tentar intervir, dentro dos meus limites e a partir das minhas possibilidades de criação, veio enquanto eu assistia àquela votação que levou ao afastamento inicial de Dilma Rousseff pela Câmara dos Deputados. Ao ouvir cada uma daquelas pessoas falando aquelas coisas absurdas, de um jeito vulgar, grosseiro, machista e kitsch, decidi fazer a minha parte de protesto contra aquilo”, lembra.

Essa não foi a única vez que uma obra do escritor foi parar na justiça. Uma denúncia anônima fez ele receber uma intimação da Polícia Federal por conta de Delegado Tobias. “Um grupo de pessoas levou o Ministério Público Federal a confundir-se e acabar investigando personagens de ficção sem perceber que isso estava acontecendo”, diz.

Apesar de quase sempre escrever ficção, Lísias utiliza fatos reais para construir seus romances. “Tento fazer a literatura se impor na realidade de forma ativa, e não como uma ‘representação’. Isso evidentemente causa incômodo em grupos que acabam se vendo atingidos ou, mais ainda, denunciados”, opina. Em seus textos, o autor faz questão de não ser neutro: “Não tento atingir qualquer tipo de unanimidade, para isso eu teria que fazer uma literatura neutra e deixar o mundo muito confortável. Não quero agradar ninguém”.

Primeira vez
Se nas obras ele não quer agradar as pessoas, em eventos como a Flica a ideia é fazer uma discussão saudável com o público. “Prefiro ouvir os mediadores e o público e responder perguntas. Isso me dá a segurança de falar algo que interesse ao público. Espero estabelecer um bom diálogo e conseguir conversar da melhor maneira com o público que, já soube, será bastante amplo”, fala Lísias.

Sua expectativa para vir ao estado é grande, não só pelo evento. Essa é a primeira vez do autor na Bahia. “É uma grande alegria, ainda mais porque minha mãe é baiana: nasceu no Rio Vermelho em 1947. Já estava na hora de eu conhecer a terra dela”, pontua. Além da relação de útero, essa é a terra de autores que ele admira, como o homenageado da Flica, Ruy Espinheira Filho, e os veteranos Jorge Amado e João Ubaldo Ribeiro.

Serviço
O quê: Mesa da Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica 2017) com Ricardo Lísias e Daniela Galdino e mediação de Wesley Correia
Quando: Sexta-feira (6), às 15h
Onde: Convento do Carmo (Praça da Aclamação, Centro - Cachoeira)
Quanto: Gratuito

Foto: Divulgação. Siga o insta @sitealoalobahia.

28 Set 2017

Alô Alô Bahia entrevista a empresária Larissa Bicalho

A empresária Larissa Bicalho, da LB Home/Artefacto, esteve na redação do Alô Alô Bahia para apresentar as novidades da nova mostra de decoração, que será inaugurada neste domingo (01), na LB Home, na Barra, e aproveitou para bater um papo com a gente sobre luxo, dicas para quem deseja trabalhar na área de decoração e muito mais. Confere só!

 Alô Alô Bahia: A Larissa do passado teria orgulho da Larissa de hoje? Quais são os planos profissionais para o futuro?
 
Larissa Bicalho: Acho que sim. Tem vinte anos que eu estou em Salvador e que eu tenho a loja. Os planos agora são deixar a marca LB (LB Home/Artefacto) cada vez mais conhecida e mantê-la conceituada dentro do nosso padrão, que é mais voltado ao luxo. Quero que quando as pessoas falem da LB saibam que estão falando de uma marca de luxo diferenciada.
 
 
Alô Alô Bahia: Se pudesse citar 3 fatos ou pessoas que contribuíram para formar a Larissa que você é hoje, quais seriam e por quê?
 
LB: Primeiro, minha maior referência foi o meu avô. Ele foi super importante pra mim pois me transmitiu a base da educação e da simplicidade.
 
Outra coisa que acredito que faz toda a diferença é a questão de viajar, morar fora, conhecer novos lugares. Fui morar sozinha pela primeira vez aos 13 anos [em Londres] e eu não sabia falar inglês, não sabia nada, então foi um momento de grande aprendizado. Então muita coisa do que sei hoje aprendi viajando e acredito que esse tipo de experiência te prepara pra ser uma ‘pessoa do mundo’, que sabe se virar sozinha, que consegue se jogar em qualquer lugar e se sobressair.
 
Por fim, ser mãe. As meninas [Marcella, Isabella e Duda] me ajudam muito. É engraçado porque hoje eu mais aprendo do que ensino, tanto coisas pessoais quanto profissionais. Então, atualmente, quando encontro com elas juntas, eu só faço escutar (risos). É muito bom.
 
Alô Alô Bahia: O que mais gosta e o que menos gosta na cidade de Salvador?
 
LB: Salvador é uma cidade que eu não quero ficar longe. Tem a energia, tem a questão da facilidade, você conhece as pessoas, tudo flui rápido. E você poder ver o mar todos os dias não tem preço. Por outro lado, acredito que ainda somos uma cidade um pouco provinciana. Precisamos ter essa coisa de cidade mais cosmopolita onde todo mundo se ajuda, onde todo mundo quer ir pra frente, onde o sucesso de um é o sucesso de todos.

 
 Alô Alô Bahia: Um filme, um lugar e uma música que você indicaria para as pessoas.
 
LB: L.I.E foi um filme forte que me lembrou da minha experiência na Índia. Na época fui à trabalho e hoje eu acredito que eu preciso voltar de outra forma pra ver as cores, conhecer os resorts.
 
Um lugar, pra mim, é a Florença (Itália). Se eu pudesse, toda semana iria lá.
 
We Are Carnaval é uma música que emociona onde quer que você escute.
 
Alô Alô Bahia: De onde veio a inspiração para trabalhar com decoração? Se pudesse dar uma dica a alguém que deseje trabalhar nesta área também, qual seria?
 
LB: A inspiração veio da minha vó, porque ela adorava trocar as coisas de lugar, a casa dela nunca estava da mesma forma.
 
Eu acho que quem trabalha com decoração precisa gostar de viajar muito para abrir os horizontes. É importante pesquisar muito também e se reciclar sempre.
 
Alô Alô Bahia: Você acredita que o luxo está na moda? O que é luxo pra você?
 
LB: Luxo, pra mim, tem a ver com exclusividade e qualidade. Por exemplo, uma bolsa da Chanel demora oito dias para ser costurada. E eu acho que cada vez mais o luxo vai estar na moda porque é melhor você ter uma coisa de qualidade do que várias que não são tão boas. Acho que luxo e moda têm a ver com arte e cultura também. Parar para compreender o que está por trás do trabalho e história daquela marca me emociona. Se você ver o quanto uma pessoa se dedica pra desenvolver um bordado, uma peça... Então, por que é bacana uma pessoa que entende de arte mas não é bacana que entende de moda e luxo? Pra mim, as duas coisas têm muito a ver.
 
  
Alô Alô Bahia: Quais são os profissionais que te inspiram? Por quê?
 
LB: Jacques Garcia e Alberto Pinto. Apesar de terem um estilo próprio e serem fieis a isso, eles sabem trabalhar tanto com o moderno quanto o clássico.
 
Alô Alô Bahia: Qual o maior desafio profissional que você já enfrentou/enfrenta?
 
LB: Como todo mundo, sobreviver, principalmente nesses momentos de crise. Mas eu acredito que a dificuldade e os problemas estão sendo um treino para a gente ficar melhor no que faz e ir adiante.
 
Alô Alô Bahia: Comente mais sobre as expectativas para a próxima Mostra LB Home/Artefacto
 
LB: A palavra da Mostra esse ano é capricho. Todo ano eu falo que ‘esta vai ser a melhor Mostra’, mas a desse ano está realmente diferenciada, estamos trabalhando com os melhores profissionais envolvidos, seja no som, marcenaria, paisagistas, papeis de parede. Tudo está sendo feito com muito capricho. Acho que vai ser uma Mostra ‘dos detalhes’.
 
Bate-bola
 
Ser chique é... Não falar mal das pessoas
Minhas filhas são... Ma-ra-vi-lho-sas
Sustentabilidade é... Responsabilidade
O estilo de Larissa Bicalho é... Simplicidade

Fotos: Alô Alô Bahia. Siga o insta @sitealoalobahia.
 

22 Set 2017

Alô Alô Bahia entrevista Duda Sanches

O vereador de Salvador Duda Sanches visitou a redação do Alô Alô Bahia, no Caminho das Árvores, na tarde de ontem (21) e bateu um papo com a gente sobre futuro, eleições 2018, política e muito mais. Confere só!

 

Alô Alô Bahia: Quais são os seus planos dentro da carreira política?

Duda Sanches: O sonho de todo mundo que entra na política é crescer e ajudar cada vez mais pessoas. Hoje, enquanto vereador de Salvador, trabalho cuidando apenas das pessoas da minha cidade como um dos 43 vereadores. E meu objetivo de expandir é real. Tenho a vontade de crescer e alcançar o Estado da Bahia porque meu propósito dentro da política é poder realizar grandes transformações sociais. E para isso, um mandato de deputado, a posteriori, seja estadual ou federal, e sonhar com voos mais altos aqui na minha cidade e no Estado da Bahia fazem parte deste projeto de ajudar cada vez mais pessoas.

Alô Alô Bahia: Você e seu pai - o deputado estadual Alan Sanches, têm uma relação bem próxima. No que você mais se inspira nele enquanto político?

DS: Meu pai é meu ídolo, meu líder, meu espelho, a pessoa que me orientou desde sempre e me introduziu na vida política, porque não seria fácil, com a pouca idade que eu tinha quando fui eleito, chegar a uma dessas cadeiras na primeira capital do Brasil. E meu pai me orienta muito dando o seu exemplo de homem íntegro que já passou por diversos cargos, já militou em diversas áreas, sempre deixando legado e sempre deixando sua marca positiva. Seus exemplos são os que mais me inspiram como novo político porque eu acho que a política precisa de gente limpa, gente que tenha passado por diversos degraus da vida deixando uma boa impressão, deixando uma boa marca, diante do cenário totalmente sujo que a gente vê no Brasil.

Alô Alô Bahia: Enquanto alguém que começou a vida política aos 22 anos, qual você acredita que seja o papel do jovem na transformação deste cenário de crise no qual vivemos atualmente no Brasil?

DS: O principal papel do jovem diante desta crise vivida pelo país é fazer diferente, sem repetir a fórmula sempre usada na política. Quem entender que a velha forma de fazer política ficou pra trás, já vai estar a anos-luz na frente de quem quiser imitar o trabalho de outras pessoas. A gente vê uma política cansada, suja e ultrapassada, então, quem trouxer a velha forma de trabalhar não vai pra frente.

Alô Alô Bahia: Quais são as suas apostas para as eleições 2018 e expectativas com relação as pessoas que irão ocupar o Governo do Estado da Bahia e a Presidência da República?

DS: No Governo do Estado eu sou suspeito pra falar porque sou liderado do prefeito ACM Neto, confio na sua forma de gerir a cidade de Salvador e acho que a Bahia precisa desse choque de gestão no governo estadual. Cansamos. O povo cansou do PT, do povo do mensalão e cansou de ver os jornais de grande circulação falando da política apenas de forma negativa. [ACM] Neto mostrou, sendo eleito 4 vezes o melhor prefeito do Brasil, que dá pra fazer política contando com o apoio da população, que dá pra ser político e ser admirado pela população. Não é a toa que aproximadamente 80% da população o apoia. Então, torço para que ele [ACM Neto] alcance o Governo do Estado, tenho certeza que a Bahia crescerá muito com a sua liderança. A nível nacional, torço para que quem quer que assuma a Presidência possa colocar a nossa economia de volta nos trilhos, pois o Brasil vive um momento de completa paralisação. Por mais que o [Michel] Temer tenha boas intenções na área econômica, o fato dele não ter sido eleito tem tirado a sua legitimidade enquanto Presidente do Brasil, não é a toa que o seu índice de aprovação é 3,4%, isso é histórico no nosso país. Então, o Brasil precisa de alguém que seja eleito e consiga trazer paz, estabilidade e confiança aos brasileiros de que agora conseguiremos andar pra frente.

Alô Alô Bahia: Considerando os últimos 5 anos, quais você acredita que são as áreas onde Salvador mais evoluiu e as que ainda são os nossos principais problemas?

DS: A cidade evoluiu muito principalmente na devolução da autoestima do cidadão soteropolitano. Há 5 anos, Salvador estava abandonada, esburacada, nada funcionava, saúde paralisada, escolas caindo aos pedaços e [ACM] Neto devolveu a cor da cidade de Salvador. Hoje vemos uma orla revitalizada, Carnaval em restauração, Reveillon se consolidando, a cidade pulsa e vibra alegria novamente. Precisamos lembrar que isso poderia estar mais potencializado se a economia a nível nacional estivesse também neste ritmo, pois dependemos do Brasil estar caminhando da melhor forma para Salvador também ser contaminada por isso. Porém, ainda assim, [ACM] Neto conseguiu realizar todas estas transformações. Com relação aos problemas, hoje vivemos numa das cidades mais perigosas do estado. Acho que a violência que tomou conta de Salvador inibe o cidadão de curtir sua cidade. A gente viveu todo um processo de utilização dos espaços públicos com a reforma de diversas praças, feiras de rua funcionando, tudo isso visando a ocupação destes espaços. Mas ao mesmo tempo, as pessoas vivem com medo de estarem nas ruas porque a violência tomou conta. Acho que a violência foi o que mais piorou nos últimos 10 anos aqui na nossa cidade.

Alô Alô Bahia: Conte um pouco sobre o Seminário que você irá participar na Europa 

DS: Fui convidado pela Fundação de Análise dos Estudos Sociais, ligada ao Partido Popular Espanhol, para participar deste Seminário. Esta fundação tem braços em diversos países do mundo e escolheram 2 jovens de cada país latino-americano que eles julgam promissores na política nacional para conhecerem a política na Espanha. Irei representando o Brasil e lá debateremos a realidade da América Latina, trocaremos ideias com o ex-presidente do governo da Espanha, com o ex-primeiro ministro da Polônia, Jerzy Buzek, já tem um deputado do parlamento europeu confirmado também. Além disso, visitaremos o parlamento na Espanha e em Bruxelas e a sede da Organização do Tratado do Atlântico Norte. Então, vai ser um crescimento político enorme e trarei todo esse conhecimento para utilizar a favor da cidade de Salvador.


Bate-bola

Salvador: Paixão

Brasil: Esperança

Política:Futuro

Educação: Único meio de sermos uma nação realmente progressista

Corrupção: Câncer
 

Fotos: Alô Alô Bahia. Siga o insta @sitealoalobahia