Entrevistas


13 Jun 2019

Alô Alô Bahia entrevista o ator baiano Hugo Moura

No ar em 'Malhação - Toda Forma de Amar', o ator baiano Hugo Moura vive o personagem Daniel, um professor de Muai Thai que decide abandonar sua vida de luxo nas praias da zona sul para viver com pouco dando aulas de luta na baixada. 

Em entrevista ao Alô Alô Bahia, ele revela os desafios da carreira artística e do atual cenário da cultura no Brasil, além de compartilhar os aprendizados que a pequena Maria Flor, filha dele com a atriz Deborah Secco, tem lhe trazido. Confira!


Alô Alô Bahia: O que te motivou a seguir carreira artística?

Hugo Moura: 
A necessidade da arte na minha vida. Sempre precisei assistir um bom filme, precisei ler um bom livro e assistir uma boa peça de teatro. Sempre foram necessidades pra mim.

Alô Alô Bahia: O incentivo à arte é algo presente no Brasil? Como você avalia o atual cenário da cultura no Brasil?

Hugo Moura: A arte é inerente ao ser humano. Sempre sobreviveu à guerras e ditaduras. Tenho certeza que sobreviveremos ao momento de demonização da classe artística. Olhando pra frente, tenho certeza que um dia a ficha vai cair e entenderemos que a nossa melhor arma contra o crime organizado é o poder da oportunidade. Incentivando a cultura, o esporte e a educação mudaremos esse jogo.

Alô Alô Bahia: Quem são os profissionais que te inspiram enquanto ator?

Hugo Moura: 
A Deborah com certeza. A paixão com que ela vibra depois de 31 anos de carreira é realmente invejável. Outro cara que eu admiro muito é o Vladimir Brichta. Ele nunca escolhe o caminho óbvio, sempre surpreende.

Alô Alô Bahia: Quais conselhos você daria para as pessoas que trabalham com arte e estão também em processo de construção de uma carreira sólida?

Hugo Moura: Eu preciso desses conselhos! Hahahaha Mas uma coisa que me puxa sempre é lembrar qual o meu ofício. Qual é realmente o meu trabalho, sabe? Hoje, com a internet, algumas pessoas que trabalham com arte se confundem um pouco do que é realmente o seu trabalho e o que deriva dele.

Alô Alô Bahia: Quais são os seus próximos projetos profissionais?

Hugo Moura:
Nesse momento quero focar na Malhação. Acabamos de começar, a rotina é realmente cansativa e eu quero estar bem para cumprir o meu papel da melhor forma.

Alô Alô Bahia: É sabido o seu desejo de aumentar a família com a Deborah Secco. Quais aprendizados a paternidade lhe trouxe? A Maria Flor já tem demonstrado afinidade com a arte?

Hugo Moura: 
A maior coisa que a Maria me ensinou foi que eu era muito egoista. Pensava em mim o tempo todo! Hoje, penso primeiro nela e como ela vai se sentir, depois vejo o que eu penso. Ela dá sinais de que gosta de criar, encenar e cantar histórias. Mas nós dois, eu e Deborah, tentamos, na medida do possível, influenciar o mínimo possivel na escolha dela. Apoiaremos 100% se ela quiser ser atriz, cantora, diretora, advogada ou funcionária pública.

Alô Alô Bahia: Sobre os desafios da paternidade, como você acredita que as pautas da liberdade, respeito e empoderamento podem estar presentes na criação dos filhos, principalmente das meninas, desde o início? De que forma você e a Deborah trazem isso para a criação da Maria Flor?

Hugo Moura: O tempo inteiro. Essas pautas, inclusive, devem estar presentes no nosso dia-a-dia de seres humanos e não só de pais. Nós trazemos isso nas peças teatrais que levamos ela, nos filmes que assistimos, nas nossas conversas na mesa, nas brincadeiras e etc. E, diferente da maioria da sociedade hoje, ela lida com isso da maneira mais natural possível.
 

20 Mai 2019

Alô Alô Bahia entrevista Alice Ferraz, criadora do F*Hits, a primeira digital Media Company brasileira

Alice Ferraz, criadora do F*hits – primeira digital Media Company brasileira – trouxe pela segunda vez consecutiva o seu QG para o DFB Festival, este ano. O Alô Alô Bahia foi recebido por ela, no espaço, e em um bate papo descontraído, conversamos sobre moda, seu livro e influenciadoras do Nordeste. Confiram: 

Alô Alô Bahia: Você já foi considerada uma das 20 mulheres mais poderosas do país e uma das 500 mais influentes do mundo. Como seu deu isso?
Alice Ferraz: Com muito trabalho. Não venho de uma família de moda, vim de uma família tradicional de São Paulo, quando estudei nem existia faculdade de moda. Ninguém acreditava nesse trabalho de comunicação de moda, então fui cavando oportunidades e me dedicando com afinco. E é maravilhoso, porque posso mostrar para as pessoas que tudo é possível.

Alô Alô Bahia: você esteve recentemente, por exemplo, com a Carolina Herrera...
Alice Ferraz: Exatamente. E ela começou a marca dela aos 40 anos. Eu comecei o F*Hits, aos 40 anos, apesar de estar há 25 anos da moda. Então, essas listas que me posicionam me fazem provar as pessoas que com trabalho, podemos chegar onde quisermos. Esse propósito muda tudo.

Alô Alô Bahia: Como nasceu a ideia do F*Hits?
Alice Ferraz
: Eu trabalhava com moda há 15 anos. Tinha uma agencia de comunicação e assessoria de imprensa, muito bem posicionada no mercado, e comecei a fazer campanhas de desfiles. Em um determinado momento percebi que não estávamos convencendo com a mídia que era papel. Quando estava em Nova York, em uma semana de moda, vi um blogueira na primeira fila, ao ler seu conteúdo, pensei: é dessa forma em primeira pessoa que devemos apostar, para não ser distante.  Não poderia mais ser a marca falando da marca, precisava haver uma experiência.  Isso foi há 10 anos atrás, quando nem existia o Instagram. E de lá para cá, tudo me provou estar correta.

Alô Alô Bahia: E recentemente você lançou um livro impresso. Engraçado, né?
Alice Ferraz
: Recebi o convite da editora Gente, que já vendeu mais de 10 milhões de livros. Eles acharam que minha forma de comunicar era inclusiva e achavam que quem era da moda, seguia de forma exclusiva. Eu não acho que precisamos escolher uma coisa ou outra. O digital tinha que vim. Leio muito livro e consumo muita internet. E foi uma maravilha, já vendemos bastante e eu adoro. Estamos inclusive pensando em criar uma nova edição, já que em 2 anos tudo muda.

Alô Alô Bahia: E teve o lançamento em Salvador...
Alice Ferraz
: Para todo brasileiro a Bahia é especial. É um cartão postal mundial. Então, foi uma vontade minha de pertencer e me incluir dessa forma, mesmo não conhecendo muita gente lá.

Alô Alô Bahia: Explica esse conceito do QG F*Hits, que você leva para as semanas de moda...
Alice Ferraz: O QG é uma experiência "Phygital", ou seja, física e digital. As influenciadoras estão aqui, presencialmente e ao mesmo tempo, criando um conteúdo sobre o evento que é amplificado digitalmente. Então as pessoas podem vim aqui. Em São Paulo, fazemos palestras, encontros e minha vontade é fazer isso de cada vez mais imersiva. O QG F*Hits é poroso, quando ele está em Paris, ele tem a cara de Paris, e quando ele está em Fortaleza, ele tem a cara de Fortaleza.

Alô Alô Bahia: E vocês têm apostado em influenciadoras do Nordeste...
Alice Ferraz
: Sim bastante! Elas tem crescido muito dentro da rede. São pessoas trabalhadoras, organizadas, sérias, corretas, bem relacionadas, criando um conteúdo de qualidade. Então, venho inclusive para estar com elas.

Alô Alô Bahia: Como é essa curadoria?
Alice Ferraz
: Eu olho vários dados mas também se a pessoa quer ter essa profissão de criadora de conteúdo. Cada uma delas é considerada uma Publisher. Então, vejo se elas tem disponibilidade de viajar pelo mundo, por exemplo. Mas focamos muito em um conteúdo de qualidade, através do seu olhar.      

Alô Alô Bahia: E agora você faz parte do time de Mentores da Polimoda, para una pós graduação em Fashion Marketing...
Alice Ferraz: Exatamente. É uma parceria do F*Hits com o instituto líder de moda Italiana Polimoda, com a Pós-graduação em Fashion Marketing and Communications, onde me torno mentora do curso. Estamos ansiosos para fazer parte deste programa de pós-graduação e compartilhar nossa metodologia. Comunicação, publicidade e moda estão entre as várias indústrias que foram interrompidas nos últimos anos. Existe um espaço central para a Mídia Social, que cria uma onda de consciência, consideração e consumo, enquanto agrega valor à experiência do consumidor. Então, a questão não é sobre o uso das mídias sociais, mas sim sobre como as
mídias sociais são usadas.

Foto: Divulgação. Siga o insta @sitealoalobahia.

25 Abr 2019

"Tenho a sensação de que uma vida é pouco para fazer tudo", diz Fernando Torquatto em entrevista ao Alô Alô Bahia

Em meio a uma agenda atribulada, com cursos e editoriais, Fernando Torquatto nos recebeu, minutos antes de iniciar uma maratona de atendimentos em Salvador, no Hotel Fasano. No bate papo conosco, falou do começo da sua carreira, como nasceu a ideia de um livro para celebrar os 25 anos de sucesso, sua relação com a Bahia e claro, sobre a beleza da mulher baiana. "Estou aqui para celebrar tudo isso", disse ele. Confiram... 

Alô Alô Bahia: Como nasceu a ideia do livro que marca seus 25 anos de carreira?
Fernando Torquatto: O livro chega para marcar um ciclo. Estou em um momento de plena consolidação de carreira. Então, agora eu tive vontade de que as pessoas pudessem ver e olhar aquilo tudo do que eu fiz. Às vezes pegamos um automático e não percebemos o tanto que já fizemos então isso tá sendo muito bom para que eu possa avaliar a minha própria trajetória. Por exemplo, na época da revista QUEM, eu tinha que fazer toda semana um ensaio diferente, então não tinha tempo de apreciar. E agora fui analisar as coisas e fui ver o quanto eu já era afortunado desde aquela época. Então a ideia é celebrar por estar há 25 anos no mercado, que já é um número bem significativo.

Alô Alô Bahia: Você tinha todo esse acervo? Como se deu o processo de reunir esse material?
Fernando Torquatto: Eu já vinha elaborando isso. Na verdade acho que desde que nasci eu queria fazer um livro (risos). Desde que comecei a ganhar dinheiro eu sempre investi em livros. Eu viajava e comprava no mínimo três livros e era engraçado como aquilo pesava na mala. Também no Brasil não havia o acesso que temos hoje em dia. Então eu tenho muitos livros em casa e aí comecei a perceber que faltava o meu ali, naquele acervo (risos).  Aí voltou aquele desejo de garoto. Então não me planejei muito. Fui assistir um desfile em São Paulo que era do patrocinador, conheci a pessoa de marketing e sabe quando de cara dá certo? Dei a ideia e no no dia seguinte ela me ligou e disse que estava tudo certo. Que eu teria o meu livro. E na editora que eu sempre sonhei, que eu queria trabalhar. Então eu corri atrás. Trabalhei em selecionar tudo, revirei arquivos e mapeei por nomes de gente que eu gosto e que não poderia ficar de fora.

Alô Alô Bahia:  Como será o lançamento?
Fernando Torquatto: As capitais estabelecidas no projeto são: Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre. E eu quero também fazer em Salvador, nem que seja na praça (risos). Aqui eu sei que irei fazer! E tem vários formatos. Lá em São Paulo, por exemplo vai ter uma exposição. Eu acho bacana o todo, porque não é uma festinha de comemoração. É uma grande celebração e aqui eu tenho certeza que vai acontecer, de uma maneira ou de outra.

Alô Alô Bahia:  Você chegou onde você queria? 
Fernando Torquatto: Sempre penso em qual será o próximo passo. Mas chega uma hora que temos que relaxar um pouco. Parar, olhar o pôr do sol e aproveitar um pouco o momento. E isso é um pouco difícil, fico meio agoniado e essa inquietude me fez ser mais relevante e ficar até hoje como estou no mercado e na posição que estou. Eu gosto de movimentar o meu interior, o meu criativo, me dá trabalho mesmo de verdade, mas é como eu quero que as pessoas cada vez mais possam sentir o que eu estou fazendo. Eu ainda tenho tanta coisa incrível para  fazer tudo que quero. E as vezes eu tenho uma sensação de que uma vida não é o suficiente.



Alô Alô Bahia: E em qual o momento da vida você despertou para o que queria fazer? 
Fernando Torquatto: Aconteceu! Porque eu sabia que eu era diferente. Diferente no sentido que eu não teria nenhuma tendência de fazer nada formal. Então eu gostava de cantar, pinta, desde pequeno gostava de interpretar, ver muitos filmes com minha mãe. Meu pai fotografava como hobbie, minha irmã cantava, tocava guitarra. Eu tinha uma coisa que ao mesmo tempo que eu queria fazer algo no palco, eu era muito fechado e isso fui fazendo curso de teatro e percebendo que eu não tinha o preparo emocional para aquele tipo de disposição. Fui caindo mais pra área das belas artes, e achei também que era muito solto. E quando eu vi que existia comunicação visual, tinha desenho, tinha fotografia, achei que era algo mais próximo do que eu queria para minha vida. E como era muito abrangente, eu adorei.

Alô Alô Bahia: Então primeiro veio a fotografia...
Fernando Torquatto: Isso! Na questão da fotografia me encaixei muito. Porque ali eu estava em contato com o que eu gostava, eu gostava de gente e aproveitava para falar com todo mundo da faculdade e convidava para fotografar e já pegava a maquiagem e fazia um delineador, uma make anos 60. De modo geral, algo que parecesse mais desenho na verdade. Anos 60 era perfeito e fui tendo habilidade. Nesse momento fui trabalhar em uma loja e um diretor de comercial que era meu cliente, viu uma foto minha e me convidou para fazer um trabalho com ele e ali tudo se iniciou.  De qualquer maneira não ficava preso em lugar nenhum e trabalhava com refletores, com luzes, com diretores, e aquilo ali era muito estimulante porque eu também fugia da realidade. Ficava 8 horas preso em um estúdio e esquecia que a vida normal existia. Depois também fiz um desfile pequeno, depois uma coisa maior. Comecei a trabalhar em 1994 e já ganhei um prêmio como melhor maquiador do Brasil. Enfim, tudo também era uma forma de eu registrar meus trabalhos. Então eu chamava o povo no cantinho, as meninas, os meninos, as modelos e fazia as fotos. E algumas dessas fotos estão comigo até hoje. Então é muito incrível. Aquele momento de escape que eu tinha, surrupiava a modelo em uma posição e fazia meu registro, virou um olhar, uma marca.

Alo Alô Bahia: E depois disso, houve momentos que as grandes marcas de beleza do país queriam ter você agregadas a elas. E isso foi um passo importantíssimo, depois foi ao contrário. Como foi essa transição?
Fernando Torquatto: Foi muito importante. Porque eu fui o 1º maquiador a assinar como uma multinacional que foi a L’Oréal e eu era uma espécie de embaixador porta voz e aquilo me colocou em um outro patamar. Comecei a ficar pop dentro deste universo. Depois foi como você falou. As coisas se inverteram um pouquinho. Em 2003, fui chamado para fazer a minha primeira novela, que foi “Da Cor do Pecado”. Depois a Joyce Pascowitch me convidou para ter uma coluna na revista QUEM, onde eu já tinha exposto minha vontade de ter um espaço daquele tipo. E virou uma coluna que cresceu, onde criei o meu universo e todos entendiam por que tinha ali uma licença poética. Essa combinação me levou para outra esfera e virei um cara muito conhecido. Foi aí quando entrei no Grupo Boticário, e a ideia já era outra, criei a MakeB, e foi uma parceria duradoura.

Alô Alô Bahia: Também teve programa de televisão...
Fernando Torquatto: Sim! E veio a questão do Super Bonita, exibido pelo GNT. Então, foram os 3 pilares onde consolidei a minha carreira. De A a Z, para qualquer tipo de público, uma pessoa muito simples sabia quem eu era e uma pessoa extremamente sofisticada também.
 
Alô Alô Bahia: Nesse tempo de carreira, alguns artistas fizeram parte de um momento especial de sua vida?

Fernando Torquatto: Esse trio:  Reinaldo Gianecchini, Tais Araújo, Giovanna Antonelli, nós criamos um vínculo muito forte que se estabeleceu na novela “Da Cor do Pecado”, na TV Globo. Era um passo muito forte para todos nós. Como a Taís Araújo falou no depoimento do livro. “Não é que eu fui um profissional incrível, eu fui um ombro amigo”. Tem também a Carolina Dieckmann também eu amo, a Preta Gil, a Isis Valverde e a Alice Wegmann. Na Bahia, tem a Ivete Sangalo, com quem trabalhei, e é incrível! E a Daniela Mercury, que tem se tornado uma pessoa cada vez mais especial.

Alo Alô Bahia:  E sua história com Salvador. Você é praticamente um baiano...
Fernando Torquatto: Eu adoro a Bahia. Me sinto muito feliz aqui! Já venho há 16 anos, mas com certeza o grande divisor de águas dessa situação é o Carlos Rodeiro. Desde que nos conhecemos e nos tornamos amigos, desde que percebi o quanto ele é generoso e do bem, o quão busca interferir de forma feliz na vida dos seus amigos, eu não quis deixar de estar com ele, aqui. Ele me trouxe para viver a cidade, para olhar o pôr do sol na Baía de Todos os Santos, para aproveitar um café da manhã que só tem na casa dele. Esse mix de coisas incríveis e simples, me fez amar tudo aqui. Sou fã do talento dele, ele representa o que a Bahia tem de melhor em todo o mundo.     
 
Alo Alô Bahia:  Conta como funciona seus cursos de automaquiagem...
Fernando Torquatto:  Eu venho exercitando vários formatos. Desde uma sala mais intimista, como faço aqui em Salvador, com 10 ou 12 pessoas, até em praça de shopping, por exemplo, porque eu sempre quis acessibilizar meu conhecimento. Para uma mulher mais sofisticada que está acostumada a fazer com maquiador e as vezes tem preguiça ou acha que não é importante eu consigo fazer com que ela entenda que é importante que qualquer mulher moderna tem que saber se virar. E uma pessoa que não tem acesso nenhum a maquiagem, faço ela perceber que ela pode ir comprando aos pouquinhos suas coisas e como aquilo vai ser importante para vida dela, não só pessoal, mas também como também profissional, pois vai ajudar com que ela crie uma imagem que fique mais coerente com quem ela é. E eu vim pra cá e quis ficar uma semana para poder celebrar essa mulher baiana, celebrar essa beleza da mulher baiana, esto aqui para celebrar tudo isso! E óbvio que no meu discurso também vem imbuído essa questão da autossuficiência, de ter uma imagem, da importância da imagem, e eu sempre falo, antes que alguém queira dizer quem você é, mostra logo na sua cara quem você é.
 
Fotos: Reprodução. Siga o insta @sitealoalobahia.

20 Abr 2019

Alô Alô Bahia entrevista Julio Ribas

Pouco mais de um ano após assumir o aeroporto de Salvador, a Vinci Airports, que administra 46 termais em doze países pelas Américas, Europa e Ásia, tem desafios pela frente na capital baiana. Considerada a maior operadora privada de aeroportos do mundo, a empresa já realizou 60% das intervenções previstas na primeira etapa de obras em Salvador e, para a alta estação, os passageiros terão um jornada mais agradável pelo terminal. A primeira etapa, que vai até 31 de outubro, corresponde a 90% das intervenções exigidas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no contrato de concessão.
 
Quem garante é o diretor-presidente do aeroporto, Julio Ribas. Em entrevista ao Alô Alô, Ribas fala sobre os investimentos da Vinci, diz que as condições de infraestrutura encontradas pela empresa no terminal não eram ideias e reconhece que há preocupação com a extinção de rotas da Avianca. 
 
Alô Alô - Qual sua avaliação destes pouco mais de um ano de ano de trabalho da Vinci no terminal?
 
Julio Ribas - Evoluímos bastante, especialmente no que diz respeito à estrutura e qualidade do serviço oferecido aos passageiros. Apesar das obras de modernização não estarem concluídas, quem viaja pelo aeroporto já percebe diferenças, seja no conforto ou no atendimento. Tal fato se reflete nos números da Pesquisa de Satisfação aos Passageiros que vem melhorando ao longo do tempo. Desde que assumimos a administração do Terminal, deixamos o último lugar do ranking. Conseguimos atrair seis novos voos no ano passado. Após dois anos sem conexão direta com os Estados Unidos, conseguimos retomar a rota para Miami pela Latam. Destaco também as duas frequências semanais operadas pela Copa Airlines para a Cidade do Panamá, um importante centro de distribuição de passageiros para a América do Norte, América Latina e Caribe. Desenvolvemos uma boa relação com o trade turístico baiano, tanto com membros das associações, como com os integrantes das secretarias de turismo do governo do estado e da prefeitura. Percebo que há um grande empenho de todas as partes para desenvolver o turismo no estado. Além disso, estreitamos nossos laços com toda a comunidade aeroportuária, lojistas, terceirizados, órgãos públicos, etc.
 
Alô Alô - Os indicadores do aeroporto já começam a melhorar, mas ainda há críticas de usuários, especialmente as relacionadas à infraestrutura. Como responde?
 
Julio Ribas
- Desde que assumimos, em janeiro de 2018, já fizemos bastante coisa. Quando eu cheguei aqui, a gente almoçava transpirando na Praça de Alimentação. Hoje já estamos bem melhor em termos de conforto térmico. Já não temos mais problemas com sujeira nos banheiros, inclusive já inauguramos mais dois conjuntos de sanitários e bebedouros na área pública e em breve teremos mais dois, na área restrita aos passageiros. Reconhecemos que ainda há o que melhorar. Acreditamos que com o fim da primeira etapa das obras de renovação e ampliação, em 31 de outubro de 2019, a maioria das dificuldades enfrentadas serão superadas.
 
Alô Alô - Quando a Vinci assumiu, como classifica a infraestrutura encontrada?
 
Julio Ribas - A infraestrutura não estava em condições ideais. Os elevadores e escadas rolantes estavam em mau estado de conservação, havia pontes de embarque que não estavam operacionais, o aeroporto não contava com as licenças ambientais necessárias, não tinha sistema de detecção e combate a incêndio, tinha entulho acumulado. Toda a estrutura precisava realmente de manutenção e investimento, que é o que temos feito desde que começamos a administrar o local.
 
Alô Alô - Para o próximo período de alta estação, o que podemos esperar do terminal?
 
Julio Ribas - No início da alta estação, que começa em dezembro, a primeira etapa das obras de modernização e ampliação do Salvador Bahia Airport já estará concluída. Então os passageiros terão uma jornada mais agradável pelo aeroporto, encontrando conforto térmico, uma área de embarque mais ampla e novas opções comerciais. Todos os elevadores e escadas rolantes já terão sido trocados, teremos novas pontes de embarque e as já existentes estarão climatizadas, teremos mais banheiros disponíveis, entre outras melhorias. Os passageiros vão encontrar um Terminal mais moderno, funcional e com algumas áreas novas. É importante sinalizar que não vamos fazer grandes mudanças na aparência física do Terminal. As intervenções visam muito mais a funcionalidade e o conforto do passageiro do que alterações estéticas.
 
Alô Alô - Quais investimentos estão sendo planejados?
 
Julio Ribas
- Somente nas obras de modernização e ampliação estamos investindo cerca de R$ 700 milhões de reais. Esta verba será direcionada para diferentes intervenções, entre elas a ampliação da área construída em 22.000m², construção de um novo píer de aeronaves com 6 pontes de embarque, automação dos sistemas aeroportuários, implantação de um novo sistema de manuseio de bagagens, investimentos em sustentabilidade como a construção de uma Estação de Tratamento de Efluentes moderna (já concluída) e de um sistema de reuso de água, entre outros.
 
Alô Alô - Em quanto tempo teremos o aeroporto com o funcionamento pleno após todos investimentos feitos?
 
Julio Ribas - Já estamos com o aeroporto em pleno funcionamento e este é justamente um dos nossos maiores desafios, já que não temos como fechar o aeroporto para fazer as reformas. É importante sinalizar que mesmo após a entrega das obras obrigatórias que constam no Contrato de Concessão, os investimentos não param. Ao longo dos 30 anos de concessão, não vamos deixar de aprimorar a estrutura do Terminal.
 
Alô Alô - Quais as consequências da perda dos voos da Avianca? Isso é uma preocupação? E quanto à dívida da companhia, há alguma negociação em andamento?
 
Julio Ribas - A extinção das sete rotas anunciada pela Avianca em abril significa um impacto de 1,2 milhão de passageiros ao ano. Claro que isto nos preocupa, pois significa que voltaremos aos números de 2009. Porém, o aeroporto vai sobreviver. Temos o suporte de um grupo que administra outros 45 aeroportos no mundo. Então, o impacto sobre a Concessionária é pequeno. Muito mais grave é o efeito sobre os outros membros da cadeia de turismo, principalmente os micros e pequenos empresários. Quanto à dívida, ela está sendo cobrada pelos meios cabíveis.
 
Alô Alô - Sobre o imbróglio em torno do terreno onde hoje funciona um posto de gasolina, como a Vinci tem atuado para conseguir abrir nova concorrência no local?
 
Julio Ribas - Estamos aguardando as definições da ação judicial.
 
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12 Abr 2019

"Encontrei uma Anitta totalmente diferente", diz Leo Dias sobre biografia da artista em entrevista ao Alô Alô Bahia

Um furacão chegou ao Brasil no último dia 30 de março. Mas calma: não estamos falando aqui da definição literal de furacão, como tempestade, tufão, ventania devastadora, mas sim o livro 'Furacão Anitta', do jornalista Leo Dias, que escreveu sua biografia não autorizada da artista brasileira que, hoje, alcançou renome internacional. O livro, primeiro do jornalista, chegou às urnas assim como Anitta: causando. Aliás, começou a causar antes mesmo do lançamento oficial, pois teve cópias na internet e já provocou muitos comentários. 

Entre críticas e elogios, a obra é sucesso entre fãs da artista. No livro, que durou cerca de dois anos para ser escrito, Leo conta a trajetória de Anitta, desde a infância, passando pelo início da carreira, até o sucesso conquistado até aqui. Mostra bastidores e brigas da cantora com ex-empresários e outros artistas. 

Nesta entrevista ao Alô Alô Bahia, Leo conta como foi escrever o livro, fala sobre as polêmicas e diz que o que mais o impressionou durante o trabalho foi a entrega de Anitta à religião. "Quando eu fui descobrindo, eu encontrei uma Anitta totalmente diferente é isso me fez entender muita coisa", disse. 

O que te motivou a escrever o livro?
Sempre sonhei em escrever um livro, mas nunca achei que seria capaz. Sempre achei que livro só poderia ser escrito por intelectuais, por gênios... mas pensei melhor e vi que há um mercado ainda a ser explorado que é o de livros de escrita fácil e rápida para essa geração da internet, que gosta de consumir histórias reais sobre a vida dos famosos. 

Após a publicação, Anitta te falou algo sobre o livro, se gostou, se não gostou?
Ela falou publicamente, não pra mim. Disse que o livro estava “melhor do que ela imaginou”, que se emocionou com a história da família e sobre o capítulo da religião. Ela falou também sobre a biografia na coletiva de imprensa de “KISSES”, confirmando a ideia de terminar a carreira cedo. 

Quando você começou a escrever e quanto tempo durou? Foram 20 pessoas entrevistadas. Quem são essas pessoas? 
São parentes, amigos, inimigos, affairs, amores, desamores... todos os “personagens” que fazem parte da vida de qualquer pessoa. Durou cerca de 2 anos. 

Durante essas entrevistas, o que mais te chamou atenção e te marcou ao longo da produção?
A entrega dela à religião. Isso me impressionou muito. Eu nunca tinha visto a Anitta fazer nenhuma menção a isso publicamente. Quando eu fui descobrindo, eu encontrei uma Anitta totalmente diferente é isso me fez entender muita coisa. 

No livro, você fala sobre polêmicas de Anitta com outros artistas e com ex-empresários. Kamila Fialho não gostou muito e classificou o livro como "compilado de mentiras". Como responde a essas críticas? 
Anitta respondeu por mim. Logo após essa senhora dar tal declaração, Anitta foi nos stories e disse que sofreu muito, sim, e que foi a pior época da vida dela. Todo esse sofrimento está retratado no livro. 

Alguns críticos também dizem que Anitta é sempre colocada como vítima por você ao narrar as brigas. Concorda ou discorda?
Vítima ? Não há vítimas. Há histórias narradas. Não faço julgamentos. 

Você dá a ideia de que Anitta deixará os palcos em 2023. Porque esse ano e porque acredita nisso?
Por volta de 2023. Por volta dos 30 anos. 

Em Salvador, no último domingo, como foi seu contato com os fãs da artista que certamente estavam ansiosos para ler a história?
Salvador foi incrível, juro que não esperava tanto. A ligação da Bahia com a Anitta é muito estreita e eu vi um público muito intelectualizado vindo até mim falar da importância de uma mulher como Anitta na sociedade. Saí da Bahia realizado.

Foto: Reprodução. Siga o insta @sitealoalobahia 

11 Abr 2019

"Tivemos uma alta estação fantástica", diz Sílvio Pessoa em entrevista ao Alô Alô Bahia

Um dos principais nomes do trade turístico do estado, Sílvio Pessoa, presidente da Federação Baiana de Hospedagem e Alimentação (Fehba), comemora o verão 'acima das expectativas' para o setor. Os bons resultados culminaram com o Carnaval, considerado pela Prefeitura de Salvador o maior de todos os tempos, quando a média de ocupação hoteleira em março chegou a quase 70%. 

Bons resultados à parte, Pessoa conta que o setor mira, agora, para o futuro e pensa no período de baixa estação. Embora as chuvas que caíram na capital baiana neste início de abril, o otimismo ainda reina com a inauguração do Centro de Convenções Municipal, em setembro, e com a Copa América, em junho. Nesta entrevista ao Alô Alô, Pessoa fala sobre os resultados recentes e as perspectivas para o ano para o setor do turismo. 

Alô Alô: Qual a avaliação a partir dos resultados do verão e do Carnaval para o trade turístico? 
Sílvio Pessoa: Tivemos um mês de março excepcional. A ocupação foi surpreendente, superou nossas expectativas e chegou a quase 70%. Então, a avaliação foi excelente. Até março, tivemos um período de alta estação fantástico. No setor da hotelaria, ainda tivemos uma recuperação da diária média, o que é importante. No setor de bar e restaurante, na linha turística de Salvador, todos ganharam dinheiro. O faturamento nestes locais aumentou entre 20% e 30% nos principais pontos turísticos como Pelourinho, Barra, Rio Vermelho. 

Alô Alô: E agora que passou a alta estação, como estão os resultados? 
Sílvio Pessoa: Agora, no início de abril, tivemos literalmente uma ducha de água fria, com toda essa chuva. Como sabemos, as reservas são feitas próximo às datas da vinda. Com a chuva, muitas pessoas acabam cancelando a viagem. Se já tiver feito a reserva, pode pagar uma multa e não vem. Tivemos também o problema da Avianca, que já vinha mostrando que isso ia acontecer. Então, tivemos uma retração agora na procura. Esperávamos boa procura para a semana Santa. 

Alô Alô: Para melhorar os números, o que tem sido feito? 
Sílvio Pessoa: Continuamos pedindo um calendário de eventos para a Saltur. Só temos agora a Copa América em junho, mas entre abril e maio está uma incógnita. Salvador é uma cidade musical. Por exemplo, a licença para colocar um cantor ou dois (nos bares e restaurantes) é um pouco complicado em Salvador. O Salvador 360 (programa que reúne ações de desenvolvimento da prefeitura) precisa chegar lá. Um alvará definitivo para som é uma burocracia grande. Como cidade da música, precisamos de formas mais simples para liberar. Dar mais vida noturna, mas respeitando o limite do som.

Alô Alô: Por falar em Copa América, já há procura no setor hoteleiro? 
Sílvio Pessoa: A venda de ingressos foi lançada recentemente. Primeiro as pessoas vão comprar os ingressos, depois vão pensar na hospedagem. A perspectiva é otimista. Como forma de divulgação, é algo que é muito bom para a cidade. 

Alô Alô - A prefeitura deve inaugurar o Centro de Convenções no segundo semestre. Vocês já estão trabalhando para atrair eventos? 
Estamos trabalhando nisso também, é uma pauta do Salvador Destination. Desde o ano passado, quando o prefeito lançou o centro, já estamos planejando congressos para o final desse ano. 

Alô Alô - O centro vai ajudar muito nesse período da baixa estação, não é? 
Sílvio Pessoa - O centro vai ser fundamental para esses períodos de baixa estação. Infelizmente, Salvador perdeu muito nestes anos sem o centro de convenções. Desde que o antigo equipamento ficou sem manutenção e depois desabou, deixamos de faturar somente em diárias neste período de 6 anos o montante de R$ 1,2 bilhão.

Alô Alô - Com a Secretaria de Turismo do Estado, como estão as conversas? 
Sílvio Pessoa - Infelizmente temos um bom diálogo com a prefeitura, com os secretários municipais, mas o governo do estado ainda não entendeu importância do turismo para a cidade. Esperamos que o novo secretário seja ouvido pelo governador, para mostrar a importância do turismo para a cidade. Representamos 20% do PIB, interagimos com uma cadeia gigantesca.

Foto: Reprodução. Siga o insta @sitealoalobahia

10 Abr 2019

Alô Alô Bahia entrevista Dr. Valentim Filho, que irá promover o Arraiá do Rino

Alô Alô Bahia entrevistou, nesta semana, o Dr. Valentim Filho. Advogado, Mestre em Direito Constitucional, Pós Graduado em Direito Público, ele milita há mais de 10 anos na advocacia, tento direcionando sua atuação para o direito médico especificamente e exclusivamente na defesa do profissional médico. Aqui, ele conta um pouco sobre a sua trajetória e sobre o Arraiá do Rino, que irá promover em Salvador. Valentim também é empresário, fundador e presidente do grupo que leva seu nome e que atua em diversos segmentos. Abaixo, a entrevista completa!
 
 
Alô Alô Bahia - Qual a importância do empreendedorismo para o Brasil?

Valentim Filho - Todo País que se propõe a ter destaque tem que realizar, realizar projetos, desenvolver atividades para gerar riqueza, prosperidade, oportunidades, isso que impulsiona uma nação e seus cidadãos, o sentimento de protagonismo e iniciativa move o indivíduo na busca de melhores condições de vida, na há uma única pessoa que não queria melhorar sua situação de vida (financeira, emocional, familiar) empreender é um caminho que lhe entrega esses resultados, contudo cobrará um esforço diário e muita dedicação na realização desse propósito.
 
 Alô Alô Bahia - Se fosse definir em um conceito o que é mais importante para o empreendedor atualmente?

Valentim Filho - O Brasil é o país dos empreendedores, temos o maior número de CNPJ’s abertos, mas isso não é necessariamente positivo, especialmente quando analisamos outra variável fundamental para quem empreende que é a Inovação, neste ponto somente pouco mais de 12% trabalham em projetos inovadores, ou seja, faz-se muito do mesmo, por isso que para todos aqueles que me perguntam o que precisa para empreender digo sempre: ter visão, visão empreendedora, que implica em: CORAGEM, COMPETÊNCIA, LIDERANÇA E RELACIONAMENTO, ou seja, empreender não é para todo mundo, ter a sabedoria para olhar para dentro de si e visualizar se tem ou não essas características será fundamental para que não ocorra uma frustação no processo de decisão sobre empreender.
 
Alô Alô Bahia - O grupo Dr. Valentim Filho esta iniciando suas atividades no setor de entretenimento, quais são suas perspectivas para o setor?

Valentim Filho - Em 2019 o Brasil iniciou um novo ciclo de crescimento, estamos caminhando para o fim da recessão e dentro disso o entretenimento retomará seu crescimento, de modo que avaliamos que este seria o time para iniciarmos nossas operações no setor, o povo Baiano, especialmente o Soteropolitano é festeiro, por essência, gostamos de celebrar a vida e os bons momentos, pensando neste público que desenvolvemos um projeto que pretende entregar a melhor experiência para este público.
 
Alô Alô Bahia - O Arraiá do Rino vem com um conceito inovador, nos fale um pouco mais sobre o evento.
 
Valentim Filho - Inovar é fundamental em qualquer atividade, no setor de entretenimento muito mais, sempre me incomodou muito a falta de opção em Salvador de festas, no período Junino, que se dispusesse a ter o público como principal atração, isto é, entendo que o artista que sobe no palco para realizar seu Show tenha sua relevância, mas propor uma experiência única de atendimento da chegada à saída, passando pela qualidade da estrutura, diversidade e excelência das Bebidas, conforto e comodidade do início ao fim, isso nos inspirou a desenvolver um evento que pudesse entregar a este público tão exigente um Arraiá verdadeiramente Prime, que nos traga o acolhimento tão presente nas vilas juninas do nosso interior do Estado, um conceito Boutique, selecionado, essa é a ideia, a proposta do Arraiá do Rino.
 Alô Alô Bahia - Além do entretenimento quais os setores de atuação do Grupo?
 
Valentim Filho - Costumo dizer que minhas atividades não tem área, sucesso é minha área, isso que busco nos projetos que desenvolvo, não me limito a esta ou aquela atividade, ramo ou seguimento, uma vez presente a visão empreendedora (CORAGEM, COMPETÊNCIA, LIDERANÇA E RELACIONAMENTO) podemos atuar em qualquer área. Atualmente o Grupo Dr. Valentim Filho tem projetos no segmento de Postos de Combustível, Hoteleiro, Internet Banda Larga, Locações de Veículos, Construtora, Limpeza Pública, Assessoria Jurídica Médica, este ultimo em especial é um projeto que tenho dedicado uma atenção muito especial, isto porque estou no quarto ano da faculdade de medicina e me deparei com um vácuo muito grande na militância jurídica em defesa do profissional médico, destaco, na defesa do Médico, o exercício da atividade médica é desafiador, enfrenta-se uma rotina de trabalho extenuante, condições insalubres com escassez de material, demanda e pressão excessiva, com isso temos um ambiente propício ao cometimento de erros. Assim, é recomendável fazer a gestão jurídico preventiva da prática médica, para não ser surpreendido por uma citação judicial, por exemplo. Dito isto, me especializei no atendimento deste médico entregando a melhor assessoria a este profissional, aproveito para destacar que vem novidades, vamos desenvolver um curso que  fornecerá ferramentas para os médicos se precaverem no dia a dia de suas práticas, sabendo o que pode e o que não pode, o que fazer diante de injustiças, enfim, questões do direito correlatas à responsabilidade médica (ética, administrativa, civil e criminal), para que este profissional possa proteger preventivamente os dois maiores patrimônios que o tangem profissionalmente: nome e número de inscrição no CRM.
 
Alô Alô Bahia - Qual a sua visão para os seus negócios em 2019?
 
Valentim Filho - Este ano temos boas expectativas, o país vive um ambiente de reformas que certamente trarão novas perspectivas para a atividade empresarial, isto porque creio que um bom “ambiente” de negócios seja favorável para todos, de todo modo nunca responsabilizo terceiros pelos meus resultados, eles são frutos de minhas escolhas e da minha dedicação, portanto pretendemos manter a regularidade de nossos investimentos e a constância no desenvolvimento de novos projetos.
 
Foto: Divulgação. Siga o insta @sitealoalobahia.
  

29 Jan 2019

Arturo Isola revela planos da Amázzoni Gin

Após um ano de crescimento intenso, Arturo Isola revelou ao Alô Alô Bahia quais são os próximos planos da Amázzoni Gin para 2019. A marca de gin artesanal conquistou o prêmio de melhor produtor artesanal pelo World Gin Awards e promete boas novidades para o mercado baiano. Vem ver!


Alô Alô Bahia: Quais são os próximos passos planejados para a Amázzoni Gin?

Arturo Isola: A Amázzoni vai completar 2 anos em março. Foram dois anos de crescimento intenso, após três anos de muito preparo, onde planejamos de maneira muito minuciosa para que lançássemos no mercado um produto de muita qualidade e que a gente consumiria e indicaria para os amigos. 2018 foi um ano sensacional, crescemos 100% em relação a 2017, e o planejamento para 2019 é crescer 70%, chegando a produzir e vender 170 mil garrafas, o que é um resultado incrível para uma marca artesanal com 2 anos e meio de existência. Além disso, também temos planos de abrir exportação neste ano para locais como Portugal, França, Inglaterra, Espanha e Estados Unidos.


Alô AlÕ Bahia: O que não pode faltar na produção de um bom Gin?

AI: Acredito que, como todas as coisas boas, não pode faltar paixão, amor, coerência e atenção aos detalhes. Isto porque a destilação de um gin em si não é difícil, pois é um processo de alquimia, mas que pra fazer bem é bastante complexo. No nosso caso, foram mais de dois anos de testes. Então o que não pode faltar também são produtos de qualidade – a Amázzoni usa 100% ingredientes naturais. E por fim, no caso do Gin, precisa de um bom álcool de base – é o que define se no outro dia você vai acordar de ressaca ou não.
 

Alô Alô Bahia: O que representou pra você o título da World Gin Awards de melhor produtor artesanal?

AI: Representou uma grande satisfação e veio premiar toda a preparação que fizemos para lançar a marca e a coerência que tivemos com a proposta de ser uma marca 100% artesanal. Além disso, representou também uma vitória do Brasil, pois nenhuma marca de destilado sulamericana tinha chegado à final desse prêmio. Então representou um orgulho não só pra nossa marca, mas também para o Brasil.

Alô Alô Bahia: Qual o seu sabor de Gin favorito?

AI: Todos. Adoro Gin, por isso que acabei me tornando um produtor e um criador de marca. Mas entre todos, a minha predileção é pelo seco.

Alô Alô Bahia: Para o clima de Carnaval, qual Gin você recomenda?

AI: Recomendo o Gin Tônica, é o drink mais refrescante, tudo a ver com o Brasil e o clima e época do verão e Carnaval.

Alô Alô Bahia: Tem agenda programada para a capital baiana? Têm planos para o mercado baiano?

AI: Temos sim. Já fechamos com a Tio Sam, através de Amanda Vasconcellos. E estamos prestes a fechar parceria com o Origem, Amado, Soho, Hotel Fera Palace e Fasano. O plano é de estar cada vez mais próximo destas casas premium, que saibam premiar um conceito de gin artesanal brasileiro. Participamos do casamento do chef Fabricio Lemos e estamos indo agora também realizar ativações de marca em Trancoso. Então, a Bahia está nos nossos planos de maneira expressiva neste ano pois é um mercado que está crescendo muito.

Foto: Divulgação. Siga o insta @sitealoalobahia
 

30 Dez 2018

Calendário de eventos de Salvador ganhará novos projetos em 2019

O presidente da Empresa Salvador Turismo (Saltur), Isaac Edington, revelou com exclusividade, ontem, no Festival Virada Salvador, como será o calendário de eventos da capital baiana em 2019.
 
“Salvador é uma cidade que vive genuinamente da indústria de serviços e do turismo. Não somos uma cidade industrializada, com fábricas. Somos criativos, recebemos bem, somos culturais, essa é Salvador. E a atual gestão sabe disso e usa os talentos de nossa terra para captar, pra produzir. Apostamos na Economia Criativa e o Calendário de eventos da cidade é pautado nisso, em fomentar a indústria criativa, a indústria do turismo, em atrair investimentos e movimentar a economia”, declarou Isaac.
 
Abaixo, a programação do calendário de eventos de Salvador em 2019!
 
O gestor confirmou a realização da segunda edição do Screm Festival, evento que reuniu criativos de todo o Brasil na capital baiana.

Os eventos que já fazem parte do calendário tradicional também foram confirmados, como o Festival de Jazz, Festival Náutico, Salvador Hip Hop, Salvador Cidade Reggae e o Festival de Musica Universitária (MUSA).
 
“Esses são projetos que afetam nichos exclusivos de talentos, tão importantes para a cidade musical que é Salvador”, destacou Isaac.
 
A Saltur vai continuar apostando em esportes de rua em 2019, e mais uma edição da Maratona Salvador já está confirmada. “Além da Maratona, já estamos conversando sobre trazer novamente o Challenge Salvador, por exemplo, uma das maiores grife de triatlo do mundo”, nos disse o gestor, que aposta em um projeto ambicioso de tornar Salvador a capital da corrida de rua, com o projeto Salvador Cidade que Corre.
 
O órgão também pretende diversificar o cenário de eventos esportivos na cidade e, para isso, quer encaixar Salvador no circuito de eventos de automobilismo. As negociações para a realização de competições de kart de rua e competições nacionais já estão bastante encaminhadas. Os Esportes Eletrônicos (E-Sports) também terão atenção especial da gestão no próximo ano, já que Edington reconhece que “os eventos ligados ao tema já são uma fatia importante nos calendários das grandes capitais mundiais. Não ficaremos de fora”.
 
Issac ainda adiantou mais duas apostas da Saltur para 2019: o Seminário Nacional Salvador Empreenda e o Salvador Film Festival, já em vias finais de concretização. “O objetivo do Empreenda é fomentar uma nova mentalidade empresarial nos empreendedores baianos, abordando temas como o empreendedorismo de propósito e os avanços socioeconomicamente sustentáveis. Com bate papos e interações com as cabeças pensantes do Brasil. E o Salvador Film Festival vem dialogar com esse mercado que tem muita atuação em nossa cidade, mas é pouco reconhecido. Vamos provocar novas expectativas para o setor. Porque Salvador é isso, vai além da realização de eventos, mantém uma rotina anual de projetos macros, amplos que vão além dos dias que são realizados, prosperam e geram resultados gigantescos a um longo prazo. Vamos continuar trabalhando para fomentar a indústria que mais gera renda e emprego na cidade, que mais paga impostos e que é essencial para nós”, finalizou Isaac.
 
Foto: Elias Dantas / Alô Alô Bahia. Siga o insta @sitealoalobahia.
 

01 Dez 2018

"As pessoas que imitam minhas joias se colocam em um plano de inferioridade", diz Carlos Rodeiro

2018 foi um ano especial na carreira de Carlos Rodeiro, que durante 8 meses realizou um desfile diário no horário nobre da TV Globo, onde suas joias ilustraram os figurinos de grandes atores e atrizes na novela Segundo Sol. A Coleção Gantois, que traz brincos, colares, pulseiras - dentre outros, repletas de símbolos de proteção, criada por ele, fez sucesso no mundo inteiro, chegando até Madonna, a maior popstar do mundo. Ela elegeu suas joias para usar na comemoração dos seus 60 anos, o que fez com que todos veículos de comunicação falassem dele. “Levei o nome da Bahia e do Brasil para o mundo. Fiquei muito feliz com isso”, diz ele. 

Em meio a uma agenda profissional atribulada, Carlos Rodeiro também está envolvido com a produção de um livro de arte que vai retratar as imagens das joias das suas coleções sacras, que terá o apoio do Governo da Bahia e da Prefeitura de Salvador. A publicação vai contar com as fotos das joias das Coleções Folhas do Gantois e Búzios, feitas em homenagem ao Terreiro do Gantois e, depois do lançamento, vai chegar a diversos países. 

Sobre as imitações que existem diante do seu trabalho, Carlos Rodeiro diz que é uma situação chata e que ele trabalha para combater. “Quem imita, não tem criatividade. Essa coleção é tão minha que as pessoas quando olham, já sabem. É uma identidade minha, é própria”, afirma. Não por acaso, ele faz sucesso no mundo todo, e suas joias são admiradas e usadas por gente como Elton John, Adriana Lima, Beyoncé, Stephanie de Mônaco, dentre tantos outros nomes.
 
“Essa é uma coleção democrática e tem peças que custam a partir de R$300. Então, não tem porque querer usar uma cópia. Até porque as pessoas que imitam se colocam em um plano de inferioridade, pela falta de capacidade de criar uma coisa sua para atrair seu cliente. E para quem consome fica feio, pois é o mesmo que usar uma bolsa falsa ou um Rolex falso”, diz. Além disso, judicialmente, muitas medidas são tomadas, pois as peças são patenteadas. “Jamais iria expor minhas joias na Rede Globo se elas não estivessem patentes. Então, na justiça atuamos em silêncio e os imitadores terão suas surpresas”, finaliza.

Foto: Reprodução. Siga o insta @sitealoalobahia