14 Sep 2020

Termelétricas têm participação importante no cenário energético brasileiro

Termelétricas têm participação importante no cenário energético brasileiro

Conteúdo sob medida Alô Alô Bahia
 

Quando se pensa em produção de energia no Brasil, as hidrelétricas são as primeiras referências que vêm à mente da maioria das pessoas.

A impressão é facilmente justificada pelos dados, já que elas correspondem a mais da metade da capacidade do sistema energético brasileiro, com potência outorgada de 109.215.886,56 kW.

No entanto, esta não é a única fonte geradora utilizada no país. Outra opção que se tornou peça-chave para garantir a segurança energética nacional é a termelétrica.

Atualmente, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) registra mais de 3 mil térmicas em operação e outras 107 em diferentes fases de construção no Brasil.

De acordo com o Centro Brasileiro de Infraestrutura, estas usinas são capazes de operar com diversos tipos de combustíveis, seja de origem fóssil ou biomassa, que podem ser queimados nas caldeiras. Quando há alguma intercorrência com as hidrelétricas, as térmicas se tornam solução para manter o atendimento da demanda do sistema nacional de eletricidade.

Térmicas e a capacidade de geração de energia nacional

De acordo com dados da Aneel, em agosto de 2020, a matriz elétrica brasileira possui 8.989 usinas geradoras de energia, com potências outorgada de 175.044.716,46 kW e fiscalizada de 173.214.363,64 kW espalhadas por diferentes pontos do território. A diferença entre elas é que a outorgada é a que foi considerada no Ato de Outorga; já a fiscalizada é considerada a partir do início da operação comercial da primeira unidade geradora.

Para efeito de comparação, em 2019, os dados oficiais apontavam 7.429 usinas, com 160 GW de potência instalada.

Em se tratando das usinas termelétricas, a Aneel contabiliza 3.168 no país, com potências outorgada de 51.797.907,79 kW e fiscalizada de 43.0003.676,89. Destes empreendimentos, 41 estão na fase de construção não iniciada com 2.986.376,00 kW de potência outorgada. Outros 67 estão em fase de construção, já com 4.103.382, 00 kW de potência outorgada e 35.000,00 kW de potência fiscalizada.

Em funcionamento estão 3.060 com 44.708.149,79 kW de potência outorgada e 42.966.276,89 KW de potência fiscalizada. A maior parte - 65,65% - é movida por combustível fóssil, e 34,35%, por biomassa.

A geração por combustível fóssil engloba o uso de gás natural, óleos diesel, outros energéticos de petróleo, carvão mineral, gases de alto forno (carvão mineral) e de refinaria (petróleo) e calor de processo de outros fósseis.

Já a matriz de geração por biomassa se divide entre os seguintes tipos de origem de combustível: - agroindustriais: bagaço de cana de açúcar, casca de arroz, biogás, capim elefante; - floresta: licor negro e resíduos florestais, gás de alto forno, lenha, carvão vegetal, biogás; - resíduos sólidos urbanos: biogás e carvão; - resíduos animais: biogás; - biocombustíveis líquidos: óleos vegetais e etanol.

Mais da metade das térmicas em operação (1.547 unidades) ficam localizadas nos estados da região Sudeste. Além disso, dois estados da região Norte e toda a região Sul estão na lista dos que possuem mais de 100 empreendimentos de geração de energia termelétrica.

Geradores como backup

Quando as termelétricas passam por manutenção e não conseguem operar, imediatamente, com a sua capacidade máxima, é fundamental recorrer à energia temporária.

O aluguel de geradores é solução viável para garantir a entrega do volume de energia elétrica exigido, enquanto as atividades se normalizam.

Os equipamentos são instalados na planta para produzir a quantidade de energia faltante pelo período necessário. Eles funcionam como uma pequena usina geradora até o final da manutenção.

Assim que a termelétrica retoma as condições de produzir a capacidade total demandada pelo sistema, a estrutura de geração temporária é desmobilizada.



Foto: Pexels. Siga o insta @sitealoalobahia.